segunda-feira, novembro 06, 2017

Que gozo!

Fazia alguns dias que ele me pedira para posar apenas de brincos. Isso mesmo, os brincos dados de presente por ele, e mais nada. Eu vinha relutando, mas o motivo era outro. Para disfarçar perguntei nem um sapatinho?, não gosto de ficar descalça, pedi carinhosa. Ele concordou. Eu podia escolher o calçado. Alguns minutos depois a esta lembrança, estou eu nua diante do espelho. Oh, assusto-me, tenho de encolher a barriguinha. Não estou gorda, mas há um começo de barriga, e ela me preocupa, preciso disfarçá-la. Faço esforço, melhoro a postura e a barriguinha quase desaparece. Não vou, porém, conseguir manter a postura por muito tempo. Preciso comer menos chocolate, menos doces etc. Quem sabe peço pra posar à meia-luz? Caminho até a poltrona e sento, cruzo as pernas, relaxo. A barriguinha reaparece. O que fazer?, não dá pra enganar. Se ficar sem comer três dias, pode ser que diminua. Mas vou aguentar? Descruzo as pernas, após alguns segundos cruzo-as no sentido inverso, puxo bastante a perna que está por cima. Acho que, assim, dá pra disfarçar, mantenho a elegância. A barriguinha de novo. Não posso perder o namorado, melhor perder a barriga, concluo. Trata-se de um homem e tanto, além dos presentes que traz, inventa coisas de me fazer morrer de tesão. Certa vez trouxe uma bolinha, pouquinho maior do que essas com que as crianças brincam. Disse que a colocasse dentro da vagina. Dentro da vagina?, assustei-me, como assim? Não vai me causar problema? Ele explicou-me, com a maior paciência do mundo. Ele mesmo colocou-a. Eu não conhecia o truque. A gente enfia a bolinha, deixa-a lá por um tempo, depois começa a namorar. Ela esquenta, provoca um tesão incrível, no final explode. Adorei. Explodiu bem no momento que ele explodia dentro de mim. Doutra vez, trouxe um creme, passou-o todo sobre o meu corpo. Eu, escorregadia, prestes a deslizar em suas mãos, sobre sua pele. Gosto de me fazer de gostosa, de criar alguma resistência no momento da trepada. Mas com tanto creme sobre e dentro do corpo, o que fazer? Engoli o peru do namorado de primeira, sem cerimônia alguma. Que vergonha. Mas, no final, acabei morrendo de rir. Tenho de emagrecer, penso, ele chega daqui a três dias. Resolvo não sair de casa. Fico nua durante todo o tempo, assim me lembro da barriguinha e de que preciso perdê-la. No primeiro dia, consigo beber apenas água, nada de comida, jejum completo. Um sacrifício. Mas passaram-se as primeiras vinte e quatro horas. Às vezes, sinto fraqueza, alguma palpitação. Então, descubro algumas laranjas. Faço suco. Quem sabe com a vitamina C... Bebo. Fico a ver televisão. Há um momento em que desejo fazer exercícios físicos. Mas, ai, que tonteira. Quando não se come, melhor ficar quieta, poucos os movimentos. Volto a andar pela casa, bebo mais água, de novo à televisão. No final do segundo dia, olho-me no espelho. Experimento uma calça que andava apertada. Que bom, entrou, fofinha. Viva! Tiro-a de novo e continuo nua. Acho que já estou bem, a barriguinha prestes a desaparecer. Quem sabe mais um dia e tudo resolvido. O tal dia se passa, eu a beber água e, às vezes, o suco. Sento, começo a escrever esta história. No final tomo um café, mas nada de açúcar. Sento à mesinha da cozinha, o banco geladinho, minhas coxas nuas em cima do banco, sinto tesão, fico úmida. Verifico. Engraçado!, úmida a tomar café, sentada de pernas cruzadas sobre banquinho da cozinha. Tocaram a campainha. Quem será?, não é o dia de vir o namorado. Vou à porta, não posso deixar que me vejam nua. Assusto-me. Olho pelo olho mágico. O zelador do prédio com uma caixa às mãos. Ah, obrigada, seu João, digo, apenas a cabeça na fresta da porta. Ele se vai, os olhos grandes, prestes a me comerem. Abro o presente. É do namorado, ele chega amanhã. Mas não!, ele nada sabe da minha barriguinha: um caixa de bombons da Kopenhagen... Meu Deus, não aguento, o que vou fazer? Escondo a caixa, penso. Mas onde a força de vontade? Lembro-me do banquinho da cozinha. Corro e sento. Há uma coisa que me atrai mais do que a boca: o sexo. Cruzo as pernas, o banquinho gelado, o café quente. Descubro os bombons. Tomo um deles nas mãos. Tenho uma ideia genial. Experimento-o. Mas não pela boca... Descruzo as pernas, o bombom redondinho, engulo-o com toda a vontade do mundo. Úmida, completamente úmida. Que gozo! Não vou engordar.

segunda-feira, outubro 23, 2017

O ar da costa nos deixa um tanto embriagadas

A história do biquininho é muito engraçada. Meu paquera veio com a ideia, que tal um biquíni bem pequenino? Essa mesma a palavra dele, pequenino. Eu achava que não ficava bem, pois já passei dos quarenta. Ele veio com o presente. Comprar biquíni é coisa problemática, às vezes a gente experimenta um, experimenta outro e nada. Qual o seu manequim? Bastou falar e uma semana depois voltou com o biquíni. É de marca muito famosa, exportam para os melhores países, afirmou. Fui vestir. Não é que caiu como uma luva! Mas fiz charminho, tenho vergonha, falei, já pensou encontro alguém?, todos aqui me conhecem, o que vão pensar? Não sabia que você ligava pra essas coisas, respondeu, tão altiva, desinibida, mas se pensa mesmo assim, você pode usá-lo num dia de praia vazia, durante a semana, ou mesmo quem sabe, fazer como as surfistas, elas usam maiô mas vestem o biquíni por baixo; quando não estão sobre a prancha, estão de biquíni. Vou pensar, respondi. Guardei o biquíni.

Guardei também a provocação. Vou à praia num dia de praia vazia, pensei, deixe estar. Passaram dois dias, o sol tímido a princípio e eu vestida do biquininho. Gostei da sugestão. Vou fazer como as surfistas. Vestia o maiô por cima. Ao chegar à praia, estendi a canga, repousei a bolsa, um vento brando, odor de excitação no ar, duas pessoas aqui, três ali, gente que caminha, que passeia. Como sou preguiçosa, sentei; depois deitei, fiquei de maiô. Com o correr dos minutos, o sol foi subindo, minha pele aquecendo, meu sangue circulando com mais alegria. Tirei o maiô. Deitei de biquininho. Quanto tempo que não uso um biquíni assim. Fechei os olhos. Caso apareça alguém, melhor, vai ser uma festa. Quando me senti incomodada pelo calor, corri para a água. Mergulhei e nadei bastante. Quando reparei, havia duas pessoas próximas de onde eu deixara minhas coisas. Um homem e uma mulher. Eu conhecia o homem, trabalhava numa loja do centro desta cidade, Rio das Ostras, me olhava com desejo quando eu passava por ele, seus olhos seguiam meu bumbum. Mas estava acompanhado; logo, eu poderia ficar tranquila. Sua acompanhante vestia também biquíni, mas nada de mais, um biquíni comportado. Ao ver que os dois se abraçavam, senti saudades do homem que me trouxera o presente, que bom se pudesse estar com ele ali, naquele momento, mas trabalhava em M., somente no fim de semana é que viria. O homem e a mulher continuavam abraçados. Após alguns minutos, ela o soltou e foi até onde eu deixara minhas coisas, olhou para o forro sobre a areia e pareceu surpreender-se. Descobri do que se tratava. Eu deixara o maiô sobre o forro, provavelmente ela estava pensando que a pessoa dentro d'água havia tirado o maiô e mergulhado nua! Olhou para o mar, como que procurando a dona da veste de banho. Ao dar comigo, pareceu sorrir, disfarçou, segurou na mão do namorado e caminharam os dois duas ou três dezenas de metros para a direita. Ficaram à espreita, não iam perder a mulher nua saindo d’água. Eu sabia que deixava a mulher curiosíssima e não podia decepcioná-la. Já pensaram?, eu saindo d’água de biquíni?, não teria a menor graça. Dei conta de que era a estrela daquela manhã. Nadei então mais um pouco, para um lado e para o outro, fiquei de costa para eles, depois de frente. Fingiam não me ver, mas sabia que me espreitavam. Quem sabe não mergulhariam, e viriam na minha direção para se certificarem da minha nudez? Eu precisava agir, e aquele movimento me deixou ainda mais excitada. Sabia que alguém ia espalhar: uma mulher nua toma banho de mar na Costa Azul. No dia seguinte, eu não teria mais sossego.

Desatei o top e depois a calcinha. Descobri que os dois, bem enroladinhos cabiam na palma das minhas mãos. Saí d’água altiva e sorridente, caminhei até meu forro, guardei o biquininho dentro da bolsa, sem que eles pudessem descobrir que era isso que eu fazia. Só depois é que vesti o maiô, com muita calma, torcendo para eles me filmarem com bastante apuro. No final, reparei que foi a mulher quem mais gostou do meu pequeno show. Antes de ir embora, veio me cumprimentar.

Quando me vi sozinha de novo na praia, estava surpresa. Como evoluí! De um maiô inteiro para o duvidoso biquíni; deste, para a nudez. Acho que há vezes em que o ar da costa nos deixa um tanto embriagadas... 

segunda-feira, outubro 09, 2017

Lucinda

Lucinda tinha acabado de se separar de Marcos. O motivo era que ele quase não lhe dava atenção. Na cama, então, nem pensar. Marcos queria mesmo era ser locutor na rádio comunitária local e, quando estava de folga, beber umas cervejas no bar da Vilma. Lucinda, como não conseguia parar quieta, descia para a cidade quase todos os dias. Numa dessas viagens, conheceu  Lukésy. Ele entrou no ônibus logo após o veículo atravessar o trevo da rodovia federal. Embora houvesse muitos lugares vagos, o homem resolveu sentar bem ao lado dela. Lucinda olhou disfarçadamente e suspirou. Caso arranjasse um paquera, não ia querer sexo. Aliás, pelo menos não no começo. Melhor um companheiro para passear, matar o tempo e dividir os gastos diários.

O homem, de jeito sério, foi quem falou primeiro. “Que paisagem bonita, que ar agradável.” Após as poucas palavras, olhou para Lucinda e sorriu. A morena, que sempre usava um vestido inteiriço que lhe descia até os joelhos, retribuiu o sorriso. Foi o sinal verde para Lukésy continuar sua declamação poética. Ele, por sinal, era um bom contador de histórias. Lu ficou entusiasmada. Enquanto ele falava, ela imaginava a idade do novo enamorado. Sessenta, quem sabe setenta? Pensando bem, ela preferia alguém mais jovem, um homem depois dos sessenta não tem o mesmo ardor de um jovem, na maioria das vezes não mais consegue ereção. Lucinda olhou para um lado e para outro, vexada pelos pensamentos arrojados. Mas, cada um, ou cada uma, com a sua sorte. Quem sabe este que está ao meu lado pode ser pelo menos um companheiro de vida? Mal sabia ela que Lukésy era muito assanhado, apesar dos setenta e um anos. Viu a exuberante Lucinda e achou que ela era um prato certo. O homem tinha métodos para manter o vigor sexual. Nada de medicamentos. Conhecia meios naturais que davam o mesmo resultado. Não se sabe se era verdade, mas foi o que contou à mulher uns dias depois de se conhecerem. Naquele primeiro dia, o do encontro no ônibus, Lucinda saltou um ponto antes da rodoviária, pois precisava ir ao banco. Mas não se esqueceu de deixar o número do celular. Ele, muito cortês, também deixou o seu.

Dois dias depois, Lukésy telefonou. Que tal se encontrarem na Costa Azul, perto de onde Lucinda morava. Sempre feliz por causa do novo namorado, ela aceitou. Lukésy trouxera-lhe uma caixa de chocolates. Enquanto contava sua história, a mulher já comia um dos bombons.

Ele já tivera três AVCs. Lu arregalou os olhos ao escutar. Mas não havia problema, ressaltava, agora estava bem, sentia-se como um jovem, aprendera a se cuidar, sobretudo por meio do consumo de sucos e vitaminas tiradas sempre de frutas. Havia um segredo nisso tudo, ele continuava a narração, uma melancia, com sua parte vermelha e branca mais os caroços, tinha um poder incrível, era mesmo uma espécie de Viagra natural. Batia tudo no liquidificador e depois cozinhava. Tomava uma grande porção e aguardava o efeito, que não demorava a se manifestar. Lukésy, na verdade, queria voltar no tempo. Achou que os setenta e um anos poderiam ser invertidos a dezessete. Comia aquele cozido de melancia várias vezes por dia.

Quando Lucinda esteve na casa do recente namorado, ele usava uma calça de moleton. Não era possível ver volume algum do seu pênis. Animado com a aparência de Lucinda, resolveu beber uma tigela da tal poção mágica de melancia cozida. Passaram vinte minutos e sua calça já demonstrava o efeito do Viagra natural. Lucinda gostou e não gostou. O motivo era que achava que um pênis deveria ser excitado com os carinhos dela, através de suas mãos macias e veludosas. Achava ter poderes até mesmo para aqueles casos. Lukésy não dava beijos nem nada sussurrava no ouvido da mulher. Ela sempre adorou ouvir palavras tenras, histórias em que era uma espécie de princesa do amor. Embora ele lhe admirasse os seios rijos, as pernas sem celulites e o bumbum saliente quando ela se despiu, o homem não avançou nas observações. Lucinda ainda deu alguns passos sobre o piso do quarto, para que ele a olhasse com mais ardor; afinal, seu corpo era mais estimulante do que qualquer vitamina natural ou artificial. Mas Lukésy queria apenas trepar, enfiar o pênis na vagina de Lucinda. No começo, sentou-se num dos cantos da cama e pediu a ela para vir por cima. Lu sentiu-se um tanto envergonhada com a súbita proposta, sem nenhum carinho ou um beijo. Mas acabou aceitando. Ficaram na posição durante um bom tempo. E o pior de tudo era que o homem não gozava. Chegaram a ficar várias horas trepando, agora ele sobre Lu, que já demonstrava desconforto. Ele não morava sozinho, e não se importava com quem mais estivesse na casa. Achava que poderia lubrificar a linda boceta de Lucinda com vários tipos de cremes e permanecer sobre a mulher horas a fio. Quando ela protestou, dizendo que já estava esfolada, que já não mais podia de tanta trepação (o Viagra permitia a Lukésy trepar durante a noite inteira), ele chegou a forçá-la, não permitindo que se mexesse. Lucinda, então, chorou, imóvel, com o homem sobre si. Na verdade, estava traumatizada, nunca experimentara um sexo tão doloroso. Não queria um namorado daquele tipo.

Ao amanhecer, muito cansada por não ter dormido, ainda ardida, Lu reparou que, pela primeira vez, o homem cochilava. Ela levantou-se tentando não fazer ruído algum, juntou os seus pertences e pulou a janela. Vestiu-se apenas a duzentos metro da casa, já na pequena rua lateral. Para escapar mais rápido do lugarejo, quando esperava o ônibus num abrigo da rodovia federal pediu carona a um caminhão que trafegava vagaroso. O motorista surpreendeu-se com uma mulher atraente, sozinha ao amanhecer, naquele abrigo deserto, pensou que fosse uma prostituta. Para desfazer a impressão, Lucinda disse que precisava ir a Rio das Ostras para cuidar de uma parenta doente. Ele tentou acreditar na história, sabia que naquele local não passava ônibus para onde a morena pretendia ir. Durante o trajeto, ele nada tentou, apenas contou uma história e deixou Lucinda em casa, deixou também o número do telefone. Quem sabe poderiam se encontrar qualquer dia desses, conversar um pouco, aproveitar a vida. Ela não disse nem sim nem não, apenas agradeceu. A seguir entrou em casa e trancou-se. Dali em diante não mais atenderia os telefonemas de Lukésy. Ainda bem que não dera o endereço. No dia seguinte iria ao centro e mudaria os números dos telefones. Mulher não é objeto, pensava com razão, mulher precisa de carinho. Lembrou-se, então, das mãos largas do motorista do caminhão.

quarta-feira, setembro 27, 2017

O que você acha?

Outro dia o namorado me perguntou se já saí nua de casa.

Que pergunta!, respondi, já sei, você sente tesão ao saber que uma mulher saiu nua de casa.

Quem sabe.

Quer saber mesmo?, sair nua não saí, mas numas férias quando era mais jovem, posso dizer que fiquei nua na praia. Aliás, aconteceram tantas coisas engraçadas naquele verão.

Conta, por favor. Estava curiosíssimo.

Tudo bem, começo por mim. Andava de biquíni quase o tempo todo, e os rapazes me queriam nua. Lógico que me fazia de difícil. Um dia, porém, fui passear com um deles. Acabei tirando o biquíni e deixando no carro. Desci nua à praia. Caso aparecesse alguém, não tinha nem um paninho pra me cobrir. O rapaz usava apenas sunga, nem uma camiseta. E lá fui em pelada, correndo, as mãos soltas demonstravam minha falta de jeito. Outra história é sobre uma menina que andava muito com a gente. Arranjou também um namorado. Ele tirava o biquíni dela dentro d’água, dizia que era pra não correr pra junto dos outros garotos. Nua, tinha de ficar ao lado dele. Ainda houve outra, que resolveu ser cantora. E não é que conseguiu? Cantava bem. Mas o que a tornou famosa naquele verão foi a saia curtíssima que usava no palco. Os garotos enlouqueciam. Depois não podia passar perto deles, passavam-lhe a mão. São essas as histórias, já que você sente tesão com elas. Nunca saí pelada de casa, não. Quem sabe um dia?

Jura?, mostrou-se surpresa.

Não preciso jurar, quando decido algo, cumpro, mas ainda não prometi, disse apenas quem sabe.

E os garotos?

O que tem os garotos?

Eles não desejavam transar com você?

Desejavam, claro.

E então?

Ah, você quer saber se trepei com algum?

Isso mesmo.

O que você acha? Você não gosta de trepar? Mulher é a mesma coisa.

Então conta, vai.

Contar?

Isso, mesmo, a vez que você gostou mais.

Foram tantas.

Escolhe uma.

Foi uma vez quando saí duma festa. Um vestidinho curtinho, coladinho ao corpo, e de botas, imagina.

Você ficou nua dentro do carro, nas mãos do namorado.

Dentro, não; fora, só de botas. Não há homens que resistam a uma mulher nua, só de botas que sobem até os joelhos! Foi uma amarração. A agente agarrado, eu encostada na lataria do carro. Abri as pernas e ele não perdeu tempo.  Escorregou pra dentro de mim. Depois de algum tempo, pedi que deitássemos, achei que seria melhor. Havia um gramado nas proximidades, corremos até lá, eu ainda nua. Ele forrou a grama com a camisa e subiu sobre o meu corpo. Fiquei louquinha. Longe do carro, nua, só de botas. Gozei em dobro. Quando voltei ao carro, pedi pra passear mais um pouco e continuei nua ao lado dele!

quarta-feira, setembro 13, 2017

Lívia, tuas histórias são muito engraçadas

Tenho uma amiga que diz Lívia, tuas histórias são muito engraçadas. Por quê?, pergunto surpresa. Porque você sente uma coisa e diz outra. Como assim?, peço a ela que seja mais explícita. Você gosta e diz que não gosta. Será?, faço beicinho.

Mas o namorado acaba por me deixar louca, cheguei a refletir. Ele, porém, que é o louco. Como pode pedir a uma mulher que fique nua dentro do carro e depois salte numa estrada à noite? No começo não acreditei na proposta, achei que estava querendo me insuflar pavor. Pouco a pouco, no entanto, achei que seu pedido produziria um frisson mais intenso no nosso namoro. Então, aceitei. Trêmula e arrepiada, com o coração aos saltos, fiquei nua dentro do carro, depois saltei e o deixei partir. Lógico que prometeu voltar. Quem sabe se voltaria mesmo. Quando acelerou e se foi, confesso que fiquei toda molhada, e bem naquele lugar. Ele voltou, levou-me à sua casa, trepamos intensamente às cinco da manhã.

A segunda vez foi na praia. O quê?, você quer tirar o meu biquíni dento d’água? E se aparecer alguém, conheço muita gente aqui, a cidade é pequena. Entramos na água, antes de eu ficar nua dou de cara com uma ex-aluna, já adolescente. Oi, professora, como vai a senhora? Depois que ela se foi eu disse viu se estivesse nua?, que vergonha, o que ela iria pensar de mim? Ela não iria reparar, a água está escura, bastava você não dar na pinta, ele retrucou. Depois de dez minutos, acabei convencida, deixei que me tirasse o biquíni, e o pior, permiti que o guardasse lá onde estavam as minhas coisas, na areia. Ele foi, eu fiquei nua dentro d’água. Tudo acabou bem, no entanto. Ele voltou e me devolveu o biquíni. Não posso dizer que senti gozo, mas fiquei orgulhosa de ter aceitado o desafio. À noite uma pizza na orla e uma boa trepada antes de dormir.

A terceira vez foi no pequeno prédio onde moro, uma construção de três andares: um apartamento no térreo, dois no segundo andar e um no terceiro. Este último é onde habito. O namorado pediu que eu saísse nua, esperasse durante alguns minutos do lado de fora e depois batesse à porta para ele abrir. Eu fingiria estar chegando à casa de um desconhecido, batendo ao acaso, pedindo ajuda, contaria uma história, caso convencesse ele me abrigaria. Senti um arrepio diante da proposta. Mais um desafio. Não sou de me deixar vencer pelo temor. Sai nua de casa, e não me contentei em ficar junto à porta como havia combinado. Desci ao térreo, isso mesmo, que loucura, inteiramente nua, lá embaixo encontrei uma das moradoras, ela vestia calça comprida branca e estava junto ao portão, provavelmente esperando alguém. Ainda bem que apenas eu a vi. Dei as costas, subi as escadas e voltei para casa. Os outros apartamentos são meus, sou a senhoria, imagine se me surpreendem nua, iam me julgar louca, iam pedir minha internação. Mas tudo deu certo, representei a tal história e ele me abrigou. A transa foi ótima.

Lívia, tuas histórias são muito engraçadas, as invenções do teu namorado te colocavam em perigo, concordo, no teu lugar eu não toparia, mas essa expressão que você diz, "caiu a ficha", que ele queria mesmo era te aterrorizar, não acredito, na verdade você gostou, adorou, seria melhor dizer "engoli a ficha", e quem sabe está doidinha pra engolir outra!

quinta-feira, agosto 31, 2017

Anão

Seguro os seios com as duas mãos, dou um passinho atrás e sento na poltrona. Ai, o couro geladinho, será que deixo marca, ainda estou sequinha, e morrendo de vontade de comer a barra de chocolate. Deixo escapar um dos seios e acaricio meu ventre. Nada de barriga, sou magra que só. Todos me admiram, mesmo com as pernas finas. Os rapazes querem me comer assim como eu desejo os chocolates. Cruzo as pernas, os dois seios soltos, desfaço a embalagem e dou uma mordidinha. O chocolate amargo, uma delícia. Lembro um ex-namorado. Tanto tempo. Pedia-me coisas impossíveis. No final, tudo se transformava num gozo só. Quando for gozar, ele me pedia, morda o chocolate, está aqui na minha mão, mas apenas quando for gozar, quero ver você gozando e mastigando o chocolate, engolindo tudinho. Ai, acabei gostando daquilo, um vício, gozar e engolir. Agora, sozinha em casa, nua, sentada na poltrona, como um pedacinho do chocolate. Uh, que tesão, tesão pela boca, tesão no meio das pernas. Puxo as coxas um pouquinho acima. Engulo, engulo e cubro meu buraquinho de tesão. Quero ir até à porta, olhar o olho mágico. Será que há alguém lá fora. Seria ótimo. Mas tem de ser um desconhecido. Não há ninguém, apenas o corredor comprido, vazio, quatro apartamentos. Já saí nua algumas vezes, nuazinha mesmo, ninguém me encontrou. Mas hoje, não largo a poltrona. Pena que já comi o meu pedaço, não posso exagerar no chocolate. Deixo o restante para amanhã, ou para depois de amanhã. Afinal, a barra é imensa, acho que dá para uma semana inteira. Mas o tesão não passa. Quando fico nua, tenho tesão; quando como chocolate nua, aumenta o tesão. Ai, cruzo as pernas de modo inverso, passo a língua pelos lábios: primeiro o superior; depois o inferior, ainda o gosto de cacau. Onde o meu celular, sinto tesão também com o celular. Não sei o motivo, mas se estou nua, falando no celular com um homem, morro de tesão. Não tanto quanto comendo o chocolate, mas pelo menos não engordo. Não quero me mover, vem uma quenturinha lá de dentro, acho que já estou molhadinha, imagine se tenho o celular. Ah, mais uma coisa, quando estou sozinha e sinto tesão sento sobre o celular. Sério, é gostoso. Se fica cheiroso? Claro, há o perfuminho. Não quero sair da posição para pegar o aparelho, está tão bom, sei que não vou gozar, mas a sensação não deixa de ser um gozo, e um gozo que perdura. Lembro outro namorado. Adorava me fotografar nua, isso mesmo, nua e de pernas cruzadas, assim como estou na poltrona, dizia ser elegante a minha posição. Amor, pega o meu telefone, eu pedia. Pra quê?, vai ligar pra alguém? Não, amor, eu repetia, pega o meu telefone, por favor. Ele procurava o aparelho, me entregava. Sem me mover, empurrava-o sob as minhas coxas, a pontinha no clitóris. Amor! O quê, querida, ele respondia. Liga pra mim. Mas estou do seu lado, querida. Não faz mal, amor, liga pra mim, vai, não faz pergunta. Ele ligava, a pontinha vibrava, me fazia gozar, a vibração na pontinha do clitóris, eu me esfregando na poltrona. Onde o celular agora? Não, estou sozinha, não quero me mexer. Ah, já sei, a embalagem do chocolate, ela e o anãozinho sobre a mesa, dá pra esticar o braço. O anãozinho escorregando sob minhas coxas. Ai, que gozo, é de matar, por essa eu não esperava. O gozo, mas onde o anãozinho? Ui, engoli, inteirinho!

quarta-feira, agosto 23, 2017

Pelo Zap!

Ele quer me namorar pelo Zap! Criativo, não? Um namoro em poucas palavras e muitas sensações, segundo ele.

“Acaricio seu ventre, você deitada no canapé, vou levantando sua blusa. Sempre gostei dos seus seios pequenos, nem precisa de sutiã. Você dá uma tremidinha, um leve suspiro, e espera que eu morda seus lábios, com suavidade, como já fiz ao vivo.”

Nada respondo, quem sabe ele desiste. Mas suspiro, engulo em seco. Gosto de homens junto a mim, a tocar meu corpo. Namorar pelo Zap? Sentir tesão com palavras? Palavras não são mãos nem peru de um homem.

“Levanto sua blusa, toco os pequenos seios, os bicos estão durinhos. Você, adorável. Amo quando fecha os olhos, imagino o que sente, o que pensa. Você deseja perdurar o gozo. Tiro sua blusa. Você só de calça leg grudadinha no corpo e a sandália de meio salto. Estiro os braços e deixo você sem a sandália.”

Ele gosta de capítulos, tudo em conta-gotas. Continuo nada respondendo. Mas dou outro suspiro. Engulo, mas não em seco, a saliva inunda-me a boca.

“Você sem a blusa, alongada no canapé, a cabeça num dos recostos de braço. Começo a descer sua calça leg. As pernas começam a aparecer, douradas, grossas, quero dar uma mordida, muitos beijos, molhá-las com minha língua.”

Por que ele não manda tudo de uma vez? Leio e acabou, nada de resposta. Vai ficar nessa lenga lenga. Após duas horas, a continuação. Ai, o que ele estava fazendo durante todo esse tempo?, me interesso.

“A calça leg já vai abaixo do joelho. Você de calcinha vermelha. Ah, você sempre gostou de lingerie vermelha. Eu deixo a calça descansar, e percorro suas coxas com a ponta dos dedos, aqui ou ali faço uma massagem. Você está de olhos fechados, não resiste, aceita minhas investidas, dá vários suspiros, geme. Puxo a calcinha, que escapa junto com a calça leg.”

Eu, nua, deitada no canapé, conforme a mensagem dele. Dou mais outro suspiro. Salivo de novo. Engulo duas vezes. Acho que quero um copo d’água. Demora uma hora a outra mensagem. Por que tanto tempo?, no Zap as coisas precisam ser rápidas.

“Você nua no canapé. Que bela, até a ligeira barriguinha é um convite ao tesão, e tem a tatuagem!, abaixo do ventre está raspadinha!, vejo a ponta do clitóris. Acho que dou uma mordidinha. Mas tudo com muito carinho.”

Ui. Não posso ouvir falar em clitóris, mexo as pernas, acho que ele cresce um pouquinho. Já reparam?, o clitóris aumenta quando a gente está... com vontade de trepar. Bem, deixa pra lá. Não dou resposta, não quero dar bola pra ele. Acho melhor bloquear o contato. Mas prefiro primeiro pegar o copo d’água.

“Tão bom o clitóris, gostinho de uva, sério, uva fresca. Depois de morder a uva, vem o vinho. Você, molhadinha. O clitóris na minha boca, você dando uma tremidinha.”

Não posso admitir. Vou bloquear o contato. Nada de brincadeiras desse tipo. Fico nervosa. Estou tremendo. Vou bloquear agora. Mas, ui, outra mensagem.

“Você diz em voz baixa, vem, por favor, sobe sobre o meu corpo, já não aguento, quero te sentir dentro de mim. Nós dois nus sobre o canapé. Resistente este canapé. Movimentos brutos, você se mexe mais do que eu, suspira, geme, chega a gritar, e...”

Gozo!

Caramba, eu tinha escrito de brincadeira. A mensagem partiu sem querer! Não posso trazê-la de volta. Quem inventou isso devia também ter inventado um modo de a gente regatar a mensagem a tempo. A tempo do arrependimento. E agora? Bem, acho que vou esperar até amanhã pra bloquear este contato!