segunda-feira, janeiro 15, 2018

Depois eu te digo onde enfiar a cabeça

Estou me sentindo nua com este vestido, Karen.

No começo é assim, depois você acostuma, e olhe que a festa vai ser ótima.

Mas, Karen, eu mal consigo me mover, se eu sentar vai aparecer tudo...

Eu era como você, usava uns vestidões, daqueles bem compridos, quando vesti um mini morri de vergonha. Mas logo me acostumei, as outras meninas andam quase nuas. Perto delas, nós vamos estar até muito vestidas.

Tive um namorado, Karen, que adorava que eu andasse ao lado dele nua, me levava de carro à noite, ou na madrugada, certa vez me deu de presente um vestido impossível.

Vestido impossível, Lu?

Isso mesmo, impossível, só saí com ele uma vez e fiquei traumatizada, acho que por isso voltei aos vestidões.

Traumatizada, como assim?

Ele trouxe o vestido de presente, disse que adorou e fez que eu o vestisse.

E depois?

Depois, saímos. Ele ainda afirmou: é um vestido para a noite, a gente volta enquanto estiver escuro. E lá fui eu, morrendo de medo que a noite terminasse logo e todo mundo me encontrasse nua.

Lu, que vestido foi esse?

Mais ou menos igual ao que você mandou eu vestir agora, acho que também se trata de uma roupa para usarmos apenas enquanto estiver bem escuro. Já pensou a gente aparecer na rua durante o dia com um vestido curto assim. Só se for para ir à praia, com o biquíni embaixo.

Nada disso, Lu, acabe logo de se arrumar que já estamos em cima da hora.

Mais um pouquinho só, Karen, vamos já.

A festa vai ser ótima, maior azaração, os homens muito bonitos, musculosos, você não gosta de homens musculosos?

Não fala, amiga, não fala que nem posso contar isso.

Contar o quê?

Sobre homens musculosos, Karen, um deles me deixou nua.

Cruzes, só desgraça, Lu.

Desgraça nada, até que foi bom, mas não conta pra ninguém.

Contar? Como? Nem sei o que aconteceu.

O caso da praia, vai dizer que não contei?

Não contou não, você deve ter comentado com a Ana ou com a Cláudia, comigo não.

Jurava que foi a você a quem falei. Mas ouça, espere, deixa eu acabar de pintar os olhos.

É melhor você contar pelo caminho, Lu.

Pelo caminho, mas não vem alguém pra levar a gente?

Vem, sim.

Então, Karen, como vou contar, foi um escândalo.

Então conte rápido.

Fui à praia de madrugada, você acredita, cismei que queria tomar banho de mar debaixo da luz da lua.

E daí?

Daí que entrei no mar nua.

Acho que todas nós já fizemos isso ao menos uma vez na vdia, Lu.

Jura? Mas ouça, entrei nua e saí nua, no final voltei no carro do Marcos, o musculoso, ainda nua.

O que aconteceu com sua roupa.

Não sei, nem me lembro, acho que bebi demais.

Lu, vamos embora, você está de conversa fiada, vive andando nua por aí e diz estar com vergonha dese vestiddinho. Não acredito.

Pois acredite, estou morrendo de vergonha e olha que vim até de sutiã.

O que tem isso? Todas atualmente usamos sutiã.

É mesmo, tinha esquecido. Mas o biquíni...

Isso, Lu, vamos embora, o biquíni também é necessário, ouviu, eles só gostam se estamos de biquíni, alguns falam que depois devolvem. Outro dia, a Marcia, a mãe do Heitor, veio falar comigo. Disse que nós éramos garotas vulgares, que o filho dela não tinha de guardar a minha calcinha na gaveta dele. Foi ele que quis, respondi toda inocente.

Karen, a mãe do Heitor falou isso? Que vergonha, eu não teria onde enfiar a cabeça.

Vamos, Lu, já estamos atrasadas, e alguém buzinou lá embaixo. Depois eu te digo onde enfiar a cabeça.

quinta-feira, janeiro 04, 2018

Brincar com o fogo

Eu queria brincar com o fogo, mas não me queimar. Explico. Não desejava mais namorados na minha cidade, lugar onde quase todos se conhecem e falam demais. Mas como sou atrevida, cruzei várias vezes com o novo vizinho e dava um sorrisinho malicioso. Ele ficou a mil, embora não tenha demonstrado. Fiz de conta que saía para algo importante. Como ando bem arrumada, finjo ir a uma reunião de trabalho. Todo dia a mesma ação, o mesmo sorriso, intenção desmedida. Num sábado dei com ele de novo, encontro inesperado: como eu ia à praia, vestia apenas camiseta e biquíni! Senti uma ponta de vexo. Passou mais uma semana e o homem veio falar comigo. Bateu à minha porta convidando-me para uma festa. Você gosta de praia, já percebi, falou, vai ser ótimo, a festa vai ser lá no fim do Pecado, no próximo sábado ao entardecer, mas vamos antes pra tomarmos um banho de mar.

O que tem de mais ir a uma festa, tanto mais do tipo como ele me descrevia e, o principal, acompanhada por alguém novinho na cidade? O problema é que eu havia prometido não mais sair com homens do local. Ah, mas ele não é do local! Na tarde do dia em que falou comigo pela primeira vez, senti uma felicidade inexplicável. Aceitei o convite. Lembrei-me da Aninha, ela aceita sair com todos os homens que a convidam, e a relação não acaba apenas num passeio. Outro dia descobri que está saindo com um homem casado, e logo neste lugarejo de tantos fofoqueiros. Deixa a porta sem trancar, ele entra sem bater,  parece que tudo corre às mil maravilhas. O negócio é a mulher do homem não descobrir. Já tive vários namorados no entorno, cada um mais louco que o outro. Houve um que me queria levar passear nua! Namorar homens casados por aqui, negativo, suas mulheres são muito bravas.

Chegou, enfim, o dia da festa. Ele veio me buscar, 15h00 de um sábado. Parou o carro, abriu a porta e, com um largo sorriso, disse entre meu amor. Como não desejava me mostrar atrevida, vestia um vestido comprido de malha, o biquíni por baixo. Afinal, era uma festa à beira mar mas poderia terminar tarde, não ficaria bem permanecer nua após anoitecer. Entrei, fechei a porta, dei-lhe um beijo e ele deu a partida. Após vinte minutos, estacionava. Devíamos caminhar uns oitocentos metros sobre a areia da praia até onde havia um trecho reservado para a festa.

O local estava rodeado por mesas, cadeiras e alguns guarda-sóis. Havia som, com DJ, como nas competições de surf. Alguns rapazes e muitas mulheres conversavam em pequenos grupos. Aproximamo-nos, ele me apresentou a seus amigos, que logo vieram em nossa direção. Jovens, homens e mulheres, trabalhavam como garçonetes; ao fundo, havia uma grande barraca de onde vinham salgados e bebidas. Reparei que todos estavam em trajes de banho, fazia calor, apressei-me em tirar a roupa. Não se passaram cinco minutos quando dei com a única pessoa da cidade que eu conhecia naquela festa. Ela não se aproximou de mim, mas fez um sinal e sorriu. Era Laísa, mulher metida a pudica, que frequentava a praia de maiô, no entanto, ali, vestia um minúsculo biquíni, talvez por isso tinha tantos rapazes à sua volta. Aceitei uma bebida que vinha com bastante gelo, depois descobri que se tratava de uma mistura de frutas com tequila. Meu amigo não me deixou só, pegou-me pelo braço diversas vezes e agiu como se fosse meu namorado. Muitas moças estavam perto do DJ, pediam músicas diversas, dançavam com muito entusiasmo, quase num transe. É uma festa patrocinada pela empresa, disse-me o namorado, como muitos dos empregados são de outras regiões, às vezes se faz uma festa dessas para que todos permaneçam alegres, mesmo longe de casa; sobre as moças, algumas também trabalham na empresa, enquanto outras são convidadas, como você.

Conforme a bebida foi sendo consumida, quase todos começaram a experimentar um grande entusiasmo. Ninguém se cansava. Alguns entravam n’ água e chamaram os amigos para acompanhar. Quando anoiteceu, viam-se inúmeros casais abraçados, as mulheres quase nuas e um pouco de pilequinho, contribuíam para criar uma atmosfera erótica. Mas, apesar de alguns exageros, a festa transcorreu sem incidentes. Tive a impressão de que duas ou três mulheres mergulharam nuas, mas ninguém deu muito atenção a elas. A maior parte das pessoas, porém, mantinha-se satisfeitas em abraçar, beijar, beber, comer os salgados e os pratinhos que as garçonetes traziam. Num dos raros momentos em que estive só, Laísa  veio falar comigo. Com um sorrisinho dissimulado, pediu não conta pra ninguém, viu, não gosto de fofoca, essa cidade é muito provinciana. Já era noite, ela cruzou os braços por trás das costas salientando seu corpo de biquíni. Você imagina o sacrifício que se faz para manter um corpo como o meu, ela disse orgulhosa. É bonita, não se pode negar, pena estar se perdendo neste lugarejo, pensei. Você veio com o homem mais desejado pelas mulheres que estão na festa, sabia?, sussurrou quase no meu ouvido, felizarda, acrescentou. Estou doidinha por aquele ali, apontou, está do lado esquerdo da mulher que fala ao DJ, já fiz de tudo, mas ele não me repara, acho que tenho de ficar nua!, sorriu e moveu os braços como se não encontrasse outra solução. Ao ver que me acompanhante voltava, ela despediu-se, lançou-me um beijo e correu para junto das moças que dançavam. Toda vez que a reparei, Leísa tinha um copo às mãos, quase não comia, acho que era para manter o corpo. A música ficou mais alta, mais envolvente e quase todos fomos dançar, ora uma espécie de forró, outra, samba, adiante lambada. Mas o bom mesmo foi quando se tocou uma música bem lenta, romântica.

Às dez da noite, meu recente namorado abraçou-me bem apertado, beijou-me longamente na boca e perguntou o que eu mais desejava. Acho que estou satisfeita, resumi. Ele despediu-se dos amigos, abraçou-os e beijou as moças que restavam. Caminhamos, então, de volta para o automóvel. Ao nos afastarmos do local da festa, reparei o brilho exagerado das estrelas. Por causa da escuridão local, podia-se apreciar melhor o céu. Ele abraçou-me, ficamos os dois a apreciarmos a noite não sei por quanto tempo.

Percebi, pelo seu carinho e por suas palavras, que ele não queria me deixar em casa, talvez, quem sabe, levar-me a um hotel. Mas seguiu o caminho de volta, até a porta da minha casa. Antes de saltar, levantei o vestido até acima dos joelhos, vestira-o para voltar para casa. Ele apreciou minhas coxas e pousou uma das mãos sobre elas. Incomodo se entrar um pouco?, perguntou.

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Conhecendo um friburguense

Táti estava a fim de arranjar um namorado. Instalou um aplicativo de relacionamento no seu celular e se deparou com um rapaz lindo. Era claro, de olhos azuis, chamava-se Vicente. Conversaram intensamente pelo telefone. Todos os dias pela manhã, tarde e noite Vicente lhe mandava flores, beijos e  vídeos pelo  Zap. Os vídeos eram enviados à noite, durante o bate papo entre os dois. Os comentários sobre os vídeos demonstravam para Táti que Vicente era fogoso. Táti não era diferente. Vicente quis se certificar de que a mulher falava a verdade quando o assunto era seu próprio corpo. Começou, então, a pedir fotos. Ela até se lembrou de um namorado antigo que fazia os mesmos pedidos. " Meu bumbum é  lindo!, minhas pernas grossas, minha boceta rechonchuda, meus seios prontos para vir dar uma boa mamada."  Quando Vicente viu as fotos, ficou doidinho, pensou: “como pode uma mulher de mais de 50 anos ser ainda tão conservada?” Durante as conversas Vicente se filmava gozando. Todos os dias repetia a cena. Táti morava sozinha e isso para ela era uma grande diversão. Um dia Vicente sugeriu que ela fosse aonde ele morava. Táti, entediada com seus filhos adultos, resolveu subir para Friburgo na sexta, mentiu para filha, disse que iria à casa de uma amiga, professora do Raul Veiga. Colocou algumas peças de roupa numa mochila, inclusive umas calcinhas e camisolas salientes. Vicente prometeu que iria esperá-la na rodoviária. Quando ela chegou, realmente lá estava ele. Táti e Vicente se cumprimentaram com um beijo selo e foram de ônibus para o aconchego dele. O homem parou com Táti para comer um salgadinho numa barraquinha fuleira, que havia perto de sua casa. A mulher estava preocupada, não havia casa na redondeza e, de repente, Vicente abre um portão imenso da firma onde ele trabalhava. Táti comentou: “isso aqui está parecendo um porto, mas não é porto porque Friburgo é serra.” Vicente abriu outro portão que os levou até o terceiro andar. Uma escadaria que parecia a escadaria da Penha. Vicente morava com a gata Pituca. Deu outro beijo selo na Táti e a Pituca retribuiu com um arranhão bem profundo nos lábios dele. Mesmo assim Táti estava radiante com o Vicente lindo perto dela. Tomaram banho. Vicente ligou o som com músicas românticas baixinho e a festa começou numa cama de solteiro com a gata Pituca em baixo da  mesma cama. Táti, muito talentosa, começou a se deliciar chupando o pau do Vicente. Ele acariciava todo o corpo e o grelo da Táti. O recente namorado era de estatura média, porém farto de pênis. Táti gozou logo que o pênis de Vicente penetrou em sua boceta. Ele aproveitou o lance e gozou junto. Dormiram logo em seguida.  Amanheceu sábado e Vicente foi mostrar a Táti a empresa. No mesmo andar do quarto dele havia mais dois quartos, caso a firma contratasse algum funcionário de outra cidade. Havia também uma cozinha grande, para os funcionários aquecerem a comida e uma geladeira para guardarem seus petiscos. A limpeza da cozinha estava a cargo da secretária da empresa. Fazer a burocracia da empresa e ainda manter a cozinha limpa era tarefa árdua. Vicente comprou quentinhas. Os dois almoçaram e caíram no sono a tarde inteira. À noite foram dar uma volta na cidade. Quando voltaram para casa, repetiram a dose de sexta. Vicente estava encantado com o jeito da Táti e dizia: "Já trouxe garotas jovens aqui, mas elas pareciam umas bonecas. Abriam as pernas e eu que tinha que fazer tudo. Uma delas quis conhecer a firma, só que inteiramente nua. Enquanto eu abria portas e entrava em escritórios, ela dizia ‘será que tem alguém?’, e cobria os seios.” Houve uma outra mulher, mas esta ele não quis que viesse. Era linda de rosto, mas quando pediu a foto dela de calcinha, ela se fotografou vestindo uma calçola imensa, além disso era muito gorda. Veio-lhe à mente a ideia de que a mulher poderia lhe quebrar a cama. Táti riu muito daquelas histórias. Domingo, pela manhã, tornaram a fazer aquele sexo gostoso. Táti voltou a sua casa muito satisfeita. Vez ou outra Vicente lhe sugere alugar um pequeno imóvel em Friburgo, para os dois ficarem juntos. Mas ele não poderia dividir as despesas com ela. Táti, apesar de levada, sempre doidinha para trepar, aprendeu a lição num relacionamento anterior. Mesmo Vicente sendo gostoso, Táti jamais cairia nessa. Há outros homens gostosos por aí. Mas, quem sabe, voltar algumas vezes e esquecer a calcinha no varal de Vicente até que seria interessante.

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Acreditou que era ele!

Ele me pediu para contar histórias. Mas não histórias quaisquer. Aquelas que se diz ao pé do ouvido no momento do amor.

– Você tem jeito de ser muito levada, não é mesmo? –, sorriu após a última palavra. – Então me conte uma história, das bem ardidas, povoada de fatos que você saboreou e lembra com saudade até hoje. Peço, porém, uma ressalva. O seu par nessas histórias tem de ser eu, nada de mencionar outros namorados.

Esperou minha reação. Contar histórias de sacanagem, daquelas que me arrepiaram intensamente...

– Não é difícil – sorri, – mas acho que vou ficar vermelha, tenho vergonha.

– É uma questão de exercício –, ressaltou, – basta começar que vão sair macias da sua boca, como o teu corpo pleno de óleo, deslizando nas minhas mãos, tua boca escorregadia, sem encontrar resistência.

– Não fale assim –, intervi, – não gosto, fica parecendo que abro as pernas pra todos os homens escorregarem pra dentro de mim. Lembre-se, nenhuma mulher gosta de se sentir fácil.

Fechei o rosto, virei para o lado. Como estava nua, de pernas cruzadas, sentada na poltrona, puxei a perna que estava por cima na direção do meu ventre, cobri assim alguns de meus pelos que me escapavam e acirravam o apetite do homem.

– Não me leve a mal, lhe dou um presente como pedido de desculpas.

Foi até a pasta que trouxera à mão e tirou um envelope, o papel branco, imaculado. Voltou pra junto de mim, beijou-me os lábios e me entregou. Sorri, já sabia do que se tratava. Agradeci discreta e pedi que não mais falasse daquele modo. Desci um pouquinho a perna que estava por cima, fiz um movimento vagaroso e fiquei com as duas coxas juntas, paralelas, acentuando minha nudez. Pousei o envelope na extremidade superior das coxas. Depois abri as pernas e o prendi numa posição vertical, como se estivesse prestes a ser lançado dentro de uma caixa de correio. A seguir, voltei-me ao namorado e sorri.

– Você falava sobre histórias, tenho muitas, sim, você vai adorar, aliás, ninguém escapa ao feitiço de boas histórias. Para narrá-las, no entanto, faço uma exigência.

– Estou pronto a te atender – disse.

– Jura? – eu não acreditava.

– Juro!

Sua voz foi resoluta.

– Então – avisei – você precisa ficar sentadinho, sem me tocar, ok?

– Mas que maldade – chegou a se lamentar.

– Você jurou, repeti. E vai ficar vestidinho, a nua aqui sou eu.

Comecei a contar minha história.

Eu estava no centro de M. e não vinha o ônibus. Quero dizer, será que não vinha mesmo ou esperava que você passasse e parasse pra me oferecer carona. Chovia, eu tinha uma sombrinha pequena, que não me protegia do clima de inverno. Você veio devagar e piscou os faróis. Quem será?, pensei, não era possível avistar o motorista. Você encostou, sob os olhares de algumas pessoas que também esperavam o ônibus. Desceu a janela da porta do carona. Foi então que vi que era você. Sorriu oferecendo o banco vazio, vamos, levo você. Naquela época nos conhecíamos apenas de vista. Como chovia, entrei no carro, agradeci. Você deu a partida. Não vou me alongar nos detalhes. Você seguiu em direção à saída da cidade, a caminho da serra. Ficamos em silêncio durantes muitos minutos. Enquanto isso, eu pensava: não tenho namorado, e ele é tão bonito, será afetuoso? Você guiava sem adivinhar o que eu tinha em mente. Como uma mulher pode desejar e conseguir um homem como este, sem se fazer de oferecida?, continuava eu mergulhada em reflexões amorosas. Você então me mostrou a lua, entre duas nuvens fugidias. Uma lua bonita, quase cheia, tornava a noite mais cálida, apesar da chuva que ainda persistia. No meio do caminho, não sei se por causa da chuva, ou se porque eu me ardia, fiquei com vontade de fazer xixi. Tentei aguentar o máximo que pude, mas a vontade foi aumentando à medida que você subia a serra, que fazia as curvas. Por favor, pedi, preciso de fazer xixi. Está tudo tão molhado, você ainda contrapôs. Não vou aguentar, pare, por favor, supliquei. Você obedeceu. Saltei segurando a sombrinha. Como vou fazer xixi segurando uma sombrinha? Como estava de vestido, foi mais fácil. Agachei-me à lateral do automóvel e baixei a calcinha. Mas o xixi resolveu não sair. Quer alguma ajuda?, ouvi sua voz. Segure a sombrinha pra mim, por favor?, pedi. Você veio, eu agachada, a calcinha nos joelhos, que vergonha! Mas estava muito apertada. Foi então que o xixi começou a jorrar, um jato fraquinho que pouco a pouco foi aumentando de fluxo, até atingir uma espessura tal que me fez corar, ainda havia o ruído, e depois o escorrer de um pequeno córrego. Aconteceu, porém, algo inesperado. Um movimento em falso de minha parte fez que eu molhasse a calcinha. Ai, não, isso não podia acontecer, deixei escapar. O que foi?, você olhou curioso. Eu não queria dizer, deixa, não foi nada. Levantei os pés, um de cada vez, tirei a calcinha e a guardei dentro da bolsa. Você acabou descobrindo do que se tratava. Dirigiu até onde eu pedi que me deixasse, com uma mulher sem calcinha ao seu lado. Desastrada, eu pensava comigo, esse cara jamais vai me desejar. Saltei do carro e, naquela noite, corri pra casa sem olhar pra trás. Foi no final de semana seguinte, porém, que a história ficou mais quente.

Resolvi descer a serra para ir à praia. A gente mora na serra e gosta de praia, tudo sempre ao contrário. Quando chego ao ponto, quem passa antes do ônibus? Você! Estava descendo sozinho, não sabia ao certo o que faria naquele domingo. Ofereceu-me carona. Eu, ainda constrangida por causa da carona desastrada, sorri meio sem graça e entrei no automóvel. Tocava uma música lenta, em inglês, dessas músicas famosas, não sei o nome. Respirei fundo sem que você notasse. O ar da manhã sempre me provoca arrepios, ou uma alegria difícil de explicar. Naquela manhã, senti algo mais vibrante, lá no fundo de mim, meu biquíni pequenino, por baixo da canga comprida, não foi suficiente para segurar o meu prazer. Acho que tudo se misturou, o prazer do dia de sol, o ar fresco, o ato de estar ao seu lado e certa curiosidade sobre o que aconteceria dali em diante. Lembrei-me, enquanto você dirigia, de uma amiga muito assanhada. Ela diz que ao ir à praia ao lado de um homem sente vontade de descer o biquíni. Veja que atitude, só a canga sobre a pele, o corpo nu. Mas eu aguentei caladinha, mesmo que me rondasse um pouco de excitação. Você me perguntou em que lugar da praia eu queria ficar. Demorei a responder. Não queria que você partisse e me deixasse só. Quando parou, você disse: caso fique aqui mesmo, procuro você, não demoro; isto é, caso não tenha compromisso e a minha presença não seja inoportuna. Claro que não, respondi de imediato. Depois, achei que deveria ter demorado um pouco na réplica. Uma mulher não pode ser tão dada. Logo ajeitei minhas coisas sobre a areia, abri o guarda-sol e fiquei me bronzeando. Quando a pele esquentou, aliás, eu já estava quente desde que encontrei você, mergulhei e fiquei um pouco de molho. Acho que se passou uma hora, você então chegou. Ficou ao meu lado o dia inteiro. Passamos o dia juntos. Bebemos, comemos uns petiscos e acabamos por nos abraçar, nos beijar e, à tarde, fiquei peladinha nos seus braços, louquinha, meladinha! Eu, que não sou de trepar com qualquer um, naquele dia estava cheia de fogo, lembra? Engoli você inteirinho. Voltei pra casa enrolada na canga, sem o biquíni. Você adorou. Fiz como na vez do xixi, antes de entrar no carro, tirei e guardei a pequena peça na bolsa!

Volto ao momento em que escrevo esta história. Vocês lembram que ele havia me pedido pra falar sacanagem no seu ouvido, um conto picante que eu tivesse vivido, mas que não falasse de outros homens, ele tinha de ser o protagonista? Mas, como tudo era fingimento, ele me interpelou:

– Quem foi esse que viveu esta aventura de domingo com você?

 – Foi você, meu amor – respondi solícita.

– Não, por favor, fale a verdade, quem foi?, eu o conheço?

– Foi você, meu amor.

Fiquei vermelhinha. E agora, como saio dessa? Lembrei outra amiga que dizia você não mude de opinião diante de um homem, mesmo que seja a maior mentira do mundo mantenha a sua afirmação.

Ele acabou acreditando que era ele. No domingo seguinte, levou-me à praia. Adivinhem o que aconteceu? Vivemos quase o mesmo da minha história. A única diferença foi que, no final, ele quis o meu biquíni pequenino dentro da sunga dele!

segunda-feira, novembro 20, 2017

Rosto vermelhinho

Aquele namorado me vivia enviando mensagens fora do comum: abraços, beijos e outras insinuações muito extravagantes. Nenhuma imagem. Escrevia e descrevia. Exemplos: beijinhos suaves na ponta dos lábios; mordidinhas no lábio superior, o mesmo lábio inteirinho dentro da minha boca; agora o inferior, caramelo de amor; mordidinhas na pontinha da orelha; traçados de arrepios com a ponta da língua pelo teu pescoço. O clímax: mergulho na tua boca minha língua ávida de amor.

Não é que o homem me deixou nua! E que trepada. Quem aguentaria se conter?

Ele era criativo. Dourados os reflexos do teu rosto nos talheres de prata; umbigo pleno de óleo derramado numa maré incandescente; transbordamentos sobre a pele lisa; pigmentos e suaves pelos que escondem abismos, convites a aventuras. Ui, outro o arrepio. Onde minha calcinha?

Andava eu nua pela casa, as mensagens na palma da mão. Já não posso, não me basta o telefone.

Três dias depois eu já era uma fera que nada acalmava. Fui à noite, sozinha, dar uma volta de carro. Um vestidinho e as mensagens que não cessavam. Quem sabe o ar da orla me acalme. Não mais posso me fazer de mulher difícil. As mais jovens são oferecidas, trepam por muito menos, e nem sentem tanto tesão. Eu tinha dado para ele apenas uma vez, estava dificultando o segundo encontro. O homem chegara a perguntar desagradei você? Não, não é isso, eu me coçava. Não queria mesmo era me precipitar. Ele é que tinha de saltar o abismo, convencer-me, encontrar meu corpo, um perigo iminente, respostas vagas para suas tentativas de certezas.

Ao entrar em casa após o passeio noturno e relaxante, tirei a roupa e reli o conto da Marília. Não contava que a história bobinha me acabaria excitando. A mulher diz que aceitou o convite para ir à casa do namorado. Até aqui, nada de mais. Seria a primeira vez na casa dele. Ao entrar e sentar numa poltrona, pensou que aquela relação poderia acontecer de modo diferente. Seria melhor aguardar mais alguns dias, quem sabe duas semanas, achava ruim ir para cama com um homem logo de primeira. Procurava alguém para conviver, não para o puro prazer. Mas, ao aceitar ir à casa dele, facilitava. Poderia ter ficado sentada na poltrona a noite inteira. No entanto, ela mesma o provocou. Não soube dizer por que, mas sentiu vontade. Acabou saltando do estofado para cama. Deitou, chamou o homem. Ele ainda disse você vai ficar toda amarrotada. Antes fosse, que mal haveria voltar amarrotada para casa? Tirou, então, o vestidinho e deu nas mãos deles. Ele o colocou num cabide e guardou dentro do armário, junto com suas roupas masculinas. Ela diz que ficou toda arrepiada. Um vestido levinho em meio a calças compridas, camisas sociais, paletós, cintos e gravatas. Marília conta que ficou molhada antes da hora! O homem deslizou fácil. Que vergonha!, ela tentando refletir. Mas o pior, ou o melhor (depende do ponto de vista), ainda estava por vir. Quando ia prestes a gozar, o namorado perguntou você já voltou pra casa sem calcinha? Ela nada respondeu, virou os olhos. Gozo? Tesão? Lembrou de outro namorado. Fazia tanto tempo, ela tinha dezoito anos. Não é que o garoto, após trepar com ela, roubara-lhe a calcinha? Aconteceria agora o mesmo, tantos anos depois, ela tinha certeza. Mas o que lhe provocava mesmo a maior excitação, era o vestido cercado por roupas masculinas!

Uma nova mensagem do namorado. “Vá à porta, por favor”. Corri, olhei pela fresta pequenina. Ele!, não o convidei. Abri, outra fresta, posei a cabeça. O namorado apontou o seu celular. Nova mensagem. Olhei o meu, nas minhas mãos, deixei a porta solta: “Você, o rosto vermelhinho!”

Não quis dizer a ele que eu estava ardida, consequência do conto da Marília.

Quando estamos do lado de fora do apartamento, a porta bate deixando-nos sem recursos, o corredor sombrio e silencioso; do lado de dentro, ela abre, convidativa, auxiliada por um vento saliente!

segunda-feira, novembro 06, 2017

Que gozo!

Fazia alguns dias que ele me pedira para posar apenas de brincos. Isso mesmo, os brincos dados de presente por ele, e mais nada. Eu vinha relutando, mas o motivo era outro. Para disfarçar perguntei nem um sapatinho?, não gosto de ficar descalça, pedi carinhosa. Ele concordou. Eu podia escolher o calçado. Alguns minutos depois a esta lembrança, estou eu nua diante do espelho. Oh, assusto-me, tenho de encolher a barriguinha. Não estou gorda, mas há um começo de barriga, e ela me preocupa, preciso disfarçá-la. Faço esforço, melhoro a postura e a barriguinha quase desaparece. Não vou, porém, conseguir manter a postura por muito tempo. Preciso comer menos chocolate, menos doces etc. Quem sabe peço pra posar à meia-luz? Caminho até a poltrona e sento, cruzo as pernas, relaxo. A barriguinha reaparece. O que fazer?, não dá pra enganar. Se ficar sem comer três dias, pode ser que diminua. Mas vou aguentar? Descruzo as pernas, após alguns segundos cruzo-as no sentido inverso, puxo bastante a perna que está por cima. Acho que, assim, dá pra disfarçar, mantenho a elegância. A barriguinha de novo. Não posso perder o namorado, melhor perder a barriga, concluo. Trata-se de um homem e tanto, além dos presentes que traz, inventa coisas de me fazer morrer de tesão. Certa vez trouxe uma bolinha, pouquinho maior do que essas com que as crianças brincam. Disse que a colocasse dentro da vagina. Dentro da vagina?, assustei-me, como assim? Não vai me causar problema? Ele explicou-me, com a maior paciência do mundo. Ele mesmo colocou-a. Eu não conhecia o truque. A gente enfia a bolinha, deixa-a lá por um tempo, depois começa a namorar. Ela esquenta, provoca um tesão incrível, no final explode. Adorei. Explodiu bem no momento que ele explodia dentro de mim. Doutra vez, trouxe um creme, passou-o todo sobre o meu corpo. Eu, escorregadia, prestes a deslizar em suas mãos, sobre sua pele. Gosto de me fazer de gostosa, de criar alguma resistência no momento da trepada. Mas com tanto creme sobre e dentro do corpo, o que fazer? Engoli o peru do namorado de primeira, sem cerimônia alguma. Que vergonha. Mas, no final, acabei morrendo de rir. Tenho de emagrecer, penso, ele chega daqui a três dias. Resolvo não sair de casa. Fico nua durante todo o tempo, assim me lembro da barriguinha e de que preciso perdê-la. No primeiro dia, consigo beber apenas água, nada de comida, jejum completo. Um sacrifício. Mas passaram-se as primeiras vinte e quatro horas. Às vezes, sinto fraqueza, alguma palpitação. Então, descubro algumas laranjas. Faço suco. Quem sabe com a vitamina C... Bebo. Fico a ver televisão. Há um momento em que desejo fazer exercícios físicos. Mas, ai, que tonteira. Quando não se come, melhor ficar quieta, poucos os movimentos. Volto a andar pela casa, bebo mais água, de novo à televisão. No final do segundo dia, olho-me no espelho. Experimento uma calça que andava apertada. Que bom, entrou, fofinha. Viva! Tiro-a de novo e continuo nua. Acho que já estou bem, a barriguinha prestes a desaparecer. Quem sabe mais um dia e tudo resolvido. O tal dia se passa, eu a beber água e, às vezes, o suco. Sento, começo a escrever esta história. No final tomo um café, mas nada de açúcar. Sento à mesinha da cozinha, o banco geladinho, minhas coxas nuas em cima do banco, sinto tesão, fico úmida. Verifico. Engraçado!, úmida a tomar café, sentada de pernas cruzadas sobre banquinho da cozinha. Tocaram a campainha. Quem será?, não é o dia de vir o namorado. Vou à porta, não posso deixar que me vejam nua. Assusto-me. Olho pelo olho mágico. O zelador do prédio com uma caixa às mãos. Ah, obrigada, seu João, digo, apenas a cabeça na fresta da porta. Ele se vai, os olhos grandes, prestes a me comerem. Abro o presente. É do namorado, ele chega amanhã. Mas não!, ele nada sabe da minha barriguinha: um caixa de bombons da Kopenhagen... Meu Deus, não aguento, o que vou fazer? Escondo a caixa, penso. Mas onde a força de vontade? Lembro-me do banquinho da cozinha. Corro e sento. Há uma coisa que me atrai mais do que a boca: o sexo. Cruzo as pernas, o banquinho gelado, o café quente. Descubro os bombons. Tomo um deles nas mãos. Tenho uma ideia genial. Experimento-o. Mas não pela boca... Descruzo as pernas, o bombom redondinho, engulo-o com toda a vontade do mundo. Úmida, completamente úmida. Que gozo! Não vou engordar.

segunda-feira, outubro 23, 2017

O ar da costa nos deixa um tanto embriagadas

A história do biquininho é muito engraçada. Meu paquera veio com a ideia, que tal um biquíni bem pequenino? Essa mesma a palavra dele, pequenino. Eu achava que não ficava bem, pois já passei dos quarenta. Ele veio com o presente. Comprar biquíni é coisa problemática, às vezes a gente experimenta um, experimenta outro e nada. Qual o seu manequim? Bastou falar e uma semana depois voltou com o biquíni. É de marca muito famosa, exportam para os melhores países, afirmou. Fui vestir. Não é que caiu como uma luva! Mas fiz charminho, tenho vergonha, falei, já pensou encontro alguém?, todos aqui me conhecem, o que vão pensar? Não sabia que você ligava pra essas coisas, respondeu, tão altiva, desinibida, mas se pensa mesmo assim, você pode usá-lo num dia de praia vazia, durante a semana, ou mesmo quem sabe, fazer como as surfistas, elas usam maiô mas vestem o biquíni por baixo; quando não estão sobre a prancha, estão de biquíni. Vou pensar, respondi. Guardei o biquíni.

Guardei também a provocação. Vou à praia num dia de praia vazia, pensei, deixe estar. Passaram dois dias, o sol tímido a princípio e eu vestida do biquininho. Gostei da sugestão. Vou fazer como as surfistas. Vestia o maiô por cima. Ao chegar à praia, estendi a canga, repousei a bolsa, um vento brando, odor de excitação no ar, duas pessoas aqui, três ali, gente que caminha, que passeia. Como sou preguiçosa, sentei; depois deitei, fiquei de maiô. Com o correr dos minutos, o sol foi subindo, minha pele aquecendo, meu sangue circulando com mais alegria. Tirei o maiô. Deitei de biquininho. Quanto tempo que não uso um biquíni assim. Fechei os olhos. Caso apareça alguém, melhor, vai ser uma festa. Quando me senti incomodada pelo calor, corri para a água. Mergulhei e nadei bastante. Quando reparei, havia duas pessoas próximas de onde eu deixara minhas coisas. Um homem e uma mulher. Eu conhecia o homem, trabalhava numa loja do centro desta cidade, Rio das Ostras, me olhava com desejo quando eu passava por ele, seus olhos seguiam meu bumbum. Mas estava acompanhado; logo, eu poderia ficar tranquila. Sua acompanhante vestia também biquíni, mas nada de mais, um biquíni comportado. Ao ver que os dois se abraçavam, senti saudades do homem que me trouxera o presente, que bom se pudesse estar com ele ali, naquele momento, mas trabalhava em M., somente no fim de semana é que viria. O homem e a mulher continuavam abraçados. Após alguns minutos, ela o soltou e foi até onde eu deixara minhas coisas, olhou para o forro sobre a areia e pareceu surpreender-se. Descobri do que se tratava. Eu deixara o maiô sobre o forro, provavelmente ela estava pensando que a pessoa dentro d'água havia tirado o maiô e mergulhado nua! Olhou para o mar, como que procurando a dona da veste de banho. Ao dar comigo, pareceu sorrir, disfarçou, segurou na mão do namorado e caminharam os dois duas ou três dezenas de metros para a direita. Ficaram à espreita, não iam perder a mulher nua saindo d’água. Eu sabia que deixava a mulher curiosíssima e não podia decepcioná-la. Já pensaram?, eu saindo d’água de biquíni?, não teria a menor graça. Dei conta de que era a estrela daquela manhã. Nadei então mais um pouco, para um lado e para o outro, fiquei de costa para eles, depois de frente. Fingiam não me ver, mas sabia que me espreitavam. Quem sabe não mergulhariam, e viriam na minha direção para se certificarem da minha nudez? Eu precisava agir, e aquele movimento me deixou ainda mais excitada. Sabia que alguém ia espalhar: uma mulher nua toma banho de mar na Costa Azul. No dia seguinte, eu não teria mais sossego.

Desatei o top e depois a calcinha. Descobri que os dois, bem enroladinhos cabiam na palma das minhas mãos. Saí d’água altiva e sorridente, caminhei até meu forro, guardei o biquininho dentro da bolsa, sem que eles pudessem descobrir que era isso que eu fazia. Só depois é que vesti o maiô, com muita calma, torcendo para eles me filmarem com bastante apuro. No final, reparei que foi a mulher quem mais gostou do meu pequeno show. Antes de ir embora, veio me cumprimentar.

Quando me vi sozinha de novo na praia, estava surpresa. Como evoluí! De um maiô inteiro para o duvidoso biquíni; deste, para a nudez. Acho que há vezes em que o ar da costa nos deixa um tanto embriagadas...