quarta-feira, dezembro 21, 2016

Meu namorado adora me deixar nua

Meu namorado adora me deixar nua, seja em casa ou em qualquer outro lugar, principalmente ao ar livre. É um arrepio, como gostamos, como gozamos. Ao irmos à praia, quando há pouca gente, tira-me o biquíni na própria areia, primeiro o top, depois a calcinha. Caso haja outras pessoas, entramos n’água; a primeira coisa que faz é me roubar o biquíni, literalmente, fico apenas de top. Certa vez me quis totalmente nua. Sem o top, as pessoas vão notar, tenha calma, adverti. Ele aceitou. Fiquei sem a parte de baixo durante uma boa meia hora.

Antes me surpreendia com tais investidas suas, contei então a uma amiga. Você não é a única a ficar nua em lugares públicos, assegurou, há outras que são até mesmo mais ousadas. Mais ousadas?, refleti. Contou-me o que faziam. E acho que fazem até hoje. Cada coisa de dar frio no estômago. Uma dirigiu nua, parou, saltou do automóvel e ficou na estrada a esperar pelo namorado que partiu para dar uma volta com o carro dela mesma. Além dessa, havia histórias muito excitantes. Até mesmo a de uma mulher encontrada nua de madrugada por um motorista que já a paquerava havia muito. Meu coração bateu mais forte. Será verdade?, quer dizer que há tanta gente nua por aí dia e noite?, perguntei curiosa. Isso mesmo, confirmou, mas não conte a ninguém suas aventuras, deixe que cada uma pense que é exclusiva. Engraçado, tememos mas, ao mesmo tempo, queremos aventuras e exclusividade. Lembrando as palavras de minha amiga, pensei sobre uma aventura que vivi e não disse a ela. Já saí nua de casa, não dirigindo o automóvel, mas sentadinha no banco do carona, sem suar de temor. Quero dizer, no começo fuquei um tantinho grudenta no assento, mas pouco a pouco me fui soltando. Correu tudo bem, meu namorado parou o carro num recanto arborizado, estacionou e trepamos ali mesmo. Mesmo depois de terminada a transa, eu ainda estava excitadíssima. Depois ele guiou pela orla, onde se reúnem muitos jovens para beber sábado à noite, mas me mantive tranquila, Chegou a sugerir quer saltar? Quem sabe, sorri desejosa. Tudo terminou bem. Quando entramos em casa, levou-me no colo, colocou-me no sofá da sala, tirou a roupa e escalou meu corpo, acariciou minhas carnes, descobriu em mim mais um ponto de gozo.

Semanas depois à praia, aconteceu algo engraçado. Ainda bem que não foi por aqui, onde moramos, mas duas cidades ao sul, num sábado à tarde, quase ninguém a tomar banho de mar, dois ou três casais, uns garotos ao longe jogando futebol. Ele tirou minha calcinha, como sempre faz quando entramos n’água. Mas, naquele dia, resolveu ir adiante. Roubou-me o top. Não tem ninguém por aqui, hoje quero deixar você nua inteira, disse e saiu da água levando nas mãos minhas duas peças. Recostou lá onde estavam as nossas coisas e cochilou. Aí surgiu, como que do nada, um homem. Tomei um grande susto. Mas, como não gosto de dar mancada, tentei manter a pose. O problema é que uma mulher de seios de fora é descoberta num piscar de olhos. Sem ter o que fazer, nada falei, a solução foi rir. Ele também riu. Você é bonita, afirmou no meu ouvido, bem pertinho, uma voz melodiosa, e ficou juntinho a mim; a seguir me segurou pela cintura. Ainda bem que não perguntou por que estava nua, eu morreria de vergonha. O desconhecido tinha talento, soube me deixar muito à vontade. Você só vai ter de cuidar de uma coisa, disse sorrateira e olhei para a areia. Ele já sabia, não precisei continuar. E o namorado?, lembrei a pergunta caso um dia contasse a história a alguma amiga. Adora me deixar nua, seja em casa ou em qualquer outro lugar, principalmente ao ar livre.

sexta-feira, dezembro 16, 2016

O biquíni dentro da bolsa

Ele me sussurrava enquanto namorávamos no seu apartamento, “você é muito gostosa, jamais vi uma mulher assim”. Sei que os homens falam sempre essas coisas para todas as mulheres, mas eu fingia que acreditava, já estava acostumada a tais elogios. Apenas me surpreendi quando ele acrescentou, “vou levar você à Floresta da Tijuca, vou tirar toda sua roupa e transar com você sobre a grama, depois lhe vou levar para passear inteiramente nua”. Arrepiei-me com a proposta, mas tentei não demostrar. Duas semanas depois, de novo em sua casa, entre beijos e abraços, eu disse, “você não cumpriu sua promessa”. “Que promessa?”, pareceu assustar-se. “Você falou que iria me levar à Floresta e me deixar nua”. “Ah, é mesmo, mas ainda vamos, ok?”, sorriu e me beijou os lábios. “Claro, estou esperando você me levar”. “Também quero levar você à praia e, dentro d’água, tirar o seu biquíni”, continuou. Lembrei-me de que havia contado a ele um episódio de adolescência, certa vez mergulhara de uma pedra, na então Praia do Flamengo, e senti uma sensação muito estranha, na verdade um orgasmo, no momento em que atravessei o espelho d’água, a temperatura baixa da água do mar me fez gozar. Afirmei também que mesmo tentando várias vezes nunca mais tive a mesma sensação, acrescentei que, algumas vezes, cheguei a tirar o biquíni dentro d’água em busca daquele gozo perdido, mas nada. Ele disse que iria me levar ao orgasmo na Floresta e na praia, que seria um gozo inesquecível. “Será?”, eu duvidava, mas o arrepio retornou.

Duas semanas depois fomos à Floresta. Subimos a serra de carro, ele dirigindo, estava um dia ensolarado de primavera. Chegamos pelas dez da manhã. “Tem muita gente”, falei, “acho que não vamos conseguir”. “Sempre se encontra um lugar deserto, a floresta é grande”, rebateu. Subimos, após várias curvas demos com um larguinho onde ele estacionou. Saímos do automóvel, eu levava uma bolsa de palha e vestia uma canga com o biquíni por baixo. Subimos por uma trilha. Às vezes encontrávamos outras pessoas, principalmente jovens, que pareciam preparados para longas caminhadas ou escaladas. Num estágio do caminho, havia uma plataforma que rodeava um grupo de árvores largas. Ele me puxou para a esquerda e entramos em meio à vegetação. Os galhos altos e as folhas das árvores filtravam os raios de sol. “É melhor a gente voltar num dia de semana, hoje tem muita gente”, eu disse um tanto temerosa. “Veja, aqui não há ninguém, e a gente pode ainda ir mais adiante”. Havia um corredor de árvores, mas nenhuma trilha. Às vezes o mato crescido no impedia a passagem. Contornamos uma pedra larga com vegetação que repousava sobre ela. Apoiei as mãos sobre alguns galhos para caminhar com mais segurança. Quando acabamos de contornar a rocha, nos deparamos com um local ainda mais retirado, que não havia vestígio de outras pessoas. As árvores, mais densas, tornavam o sítio escuro, e havia umidade no ar. Comecei então a sentir o tal gozo. Paramos atrás de uma árvore maior e nos abraçamos. Apressei-me a soltar a canga, dobrei-a com cuidado e a coloquei dentro da bolsa. Estava doidinha para ficar nua, mas ainda esperei um pouco, voltei a me agarrar a ele e a o beijá-lo na boca. “Tira o meu sutiã”, pedi baixinho. Ele soltou os laços e meus seios apareceram. Apertei seu tórax querendo sentir sua pele. Ele estava quente. Ficamos mais algum tempo abraçados, eu escondia  minha nudez superior dentro de seus braços. Como ele demorava para me tirar o biquíni, acabei eu mesma tomando a iniciativa. Não sei se estava temeroso ou se duvidava de que eu me aventuraria nua em plena floresta. Enquanto guardei o biquíni também dentro da bolsa, junto com o sutiã e ao lado da canga, reparei que ele olhou ao redor para se certificar de que estávamos sozinhos. Depois, fiquei agachada. Nua e agachadinha, a esperar por ele, queria que viesse por baixo. Ele entendeu o meu desejo, mas não quis tirar a roupa, apenas colocou o pênis para fora. Abocanhei de início aquele sexo gostoso. Após alguns minutos, pedi que se sentasse e fui sobre ele. Ficamos naquela posição durante muito tempo, eu me deliciando num intenso sobe e desce, deslizando o peru de meu namorado para dentro de mim e o trazendo de volta até a ponta, equilibrando-me para que não escapasse. Sentimos um sopro de vento a varrer aquela parte da mata, partículas de terra e folhas que me tocavam o corpo traziam-me intenso gozo, um orgasmo quase em dobro. Deitei e pedi que viesse sobre mim. Transamos demoradamente. Mas pelo meio da transa, descobri entre duas árvores, que estavam a uns dez metros de nós, duas fisionomias juvenis. Garotos nos observavam. Nada falei ao um homem, ao me sentir observada meu prazer cresceu, a mesma sensação que tivera ao mergulhar da pedra tempos atrás. Quando acabamos, meu namorado disse: “vamos à praia, agora quero você nua dentro d’água”. Acho que não vai dar, falei e sorri. “Por quê?”, ele fez uma fisionomia triste. “Enquanto trepávamos, alguém veio escondido e roubou minha bolsa, agora não posso voltar nua até o carro, você vai ter que arranjar uma solução”, eu disse, mas sem revelar preocupação alguma na fisionomia. Ele olhou, preocupado, para todos os lados, e deu com minha bolsa ao pé de um tronco, logo adiante. Caminhou dois passos e voltou com a bolsa. “Brincadeirinha”, falei, vamos à praia, sim, mas antes quero passear nua pela floresta!

terça-feira, dezembro 13, 2016

Ele vai me amar

Ele me telefonou. E toda vez que telefona sinto um arrepio. Perguntou se eu já tinha me separado.

“Você falou que estava se separando”, afirmou.

“Sim, falei, lembro, já me separei, sim.”

“Então...”, ele pronunciou e se calou.

Ele estava querendo encontrar comigo já fazia tempo, certa vez falou que viria aqui roubar minha calcinha, como fez certa vez quando namoramos. Eu sorri na ocasião, sorria de novo por causa do tal pensamento, enquanto segurava o telefone.

“Então”, repeti, “você quer falar comigo de perto, não é mesmo?, sugeri.”

“Isso, sim.”

“Então”, foi minha vez.

Como nada falava, achei que perdera o interesse. Quando eu estava casada o homem me telefonava, me convidava para sair, lembrava o tempo que fôramos namorados. Agora, ali, eu segurava o telefone, numa ligação interurbana, nada de confirmar as palavras que dissera outras vezes. Achei melhor tomar a iniciativa.

“Quando a gente se encontrar, vou sem calcinha.”

“Roubo tua saia”, rebateu e riu.

Outro arrepio, agora bem fundo. Não pela ameaça, mas porque o roubo já acontecera, além do sumiço da calcinha. Namorávamos à noite em um lugar deserto (gostávamos de aventura), um desvio da estrada, escuro, muitas as árvores, e ele a correr atrás de mim. Tirei a saia e pendurei num galho, a esmo, quis surpreendê-lo. Ele acabou me descobrindo, me abraçando. Beijou-me, um beijo demorado. A saia? Falou que se havia perdido, que não encontraríamos o galho que servia de cabide. A transa foi tão boa, que eu queria mesmo era ficar nua. Voltei para casa apenas de blusa. Ainda bem que ninguém pelo caminho. Dois dias depois descobri que a saia não se havia perdido coisa nenhuma, ele a trouxera escondida consigo, quis me pregar uma peça. Sua ação acabou por me excitar ainda mais. Ao parar o automóvel diante de minha casa, pedi que me comesse mais uma vez, ali mesmo, depois entrei em casa, na maior naturalidade. Isso já era passado, mas um passado que ainda me provoca frisson enquanto digito no teclado do computador. Talvez seja este o prazer do texto sobre o qual tanto fala Roland Barthes.

Talvez seja melhor sugerir ir ao encontro dele, pensei. Seria demais a ação? Estava sendo ousada? Afinal, o telefonema fora dele.

“Vou mandar umas fotos”, falei, “agora não há mais problema.”

“Fotos, que bom”, pareceu muito feliz. Imaginei sua face radiante, o telefone numa das mãos. “Mas como serão as fotos?”

“Não sei, vou pensar”, fiz mistério, “você vai gostar, comprei um telefone novo, faz self, as fotos ficam lindas.”

Enquanto esperava a voz dele, comecei a pensar nas fotos. Sou tão criativa, mas na hora de fotografar morro de vergonha.

“Isso”, ele disse.

“Isso o quê?”, assustei-me, será que ouvira o meu pensamento?

“Isso, as fotos, e bem bonitas, vou verificar, vou escrever uma história, você como personagem, levo pra você ler, nada de mensagem.”

“Ok”, concordei, “quando?”

“Amanhã ligo pra dizer o dia, tenho que resolver um problema de trabalho, mas é coisa rápida.”

Despedimo-nos. Sentei à beira da cama, uma vontade louca de ficar nua. Ele vai gostar, algumas fotos diante do espelho. A primeira com um vestido comprido, o vestido e a blusa de alcinha. A segunda, um vestido mais curto, ou mesmo uma saia, saia e camiseta. A terceira, de shortinho e top. Outra, de biquíni de praia. Já pensaram, o homem vai morrer de tesão. Mais uma, vestida apenas com a parte de baixo do biquíni; meus seios são rijos e pequenos, ele sempre adorou. A última foto, eu nua, apenas os olhos cobertos pelo telefone. Se a foto cair em mãos alheias, não vão saber que sou eu. Que arrepio, eu nuazinha, só o telefone a cobrir meus olhos, ele vai me amar!

terça-feira, dezembro 06, 2016

O presente e o frisson

Meus seios sempre foram grandes, não que isso me cause algum tipo de problema, muito pelo contrário, os homens adoram, e me olham com um desejo e tanto. Mas, às vezes, sinto um pouco de vergonha, principalmente quando uso blusas soltas. Não posso sair sem sutiã, ou sem algum tipo de top. Outro dia, um namorado insistiu para eu sair com ele sem o top.

“Já fico nua pra você, por que quer que os outros vejam meus seios?”

Ele nada falou, na verdade queria me exibir às outras pessoas. Fiquei um pouco chateada com a insistência e pensei em terminar o namoro. Nada de ser objeto de exibição.

Um episódio, porém, me surpreendeu e mexeu comigo. Aconteceu no último sábado. Eu caminhava pela praia, vinha do Pecado quando na altura do Durval me deparei com uma senhora que também caminhava. Ela vinha de camiseta e sem top, seus seios eram grandes e, apesar da idade, eram rijos e bonitos. Fiquei pensando por que andava daquele jeito, sem vergonha alguma e desejosa de mostrar o que tinha de mais bonito. Será que seu objetivo era arranjar namorado ou, quem sabe, sentia prazer em mostrar os seios?

“Jacqueline, você tem os seios grandes!”, exclamam minhas amigas caso me surpreendam nua, “queria ter seios assim”, dizem com certa inveja.

“Não é fácil ter os seios grandes”, rebato, “os namorados ficam loucos, e me querem sempre com os peitos de fora.”

Elas riem, acham ótimo, adorariam ter namorados como os que me aparecem.

E apareceu de novo o namorado que me desejava sem o top. Acabei saindo com ele, um sábado à noite. Fomos a um restaurante. Dele o convite. Um lugar aconchegante, à luz de velas. Bebemos vinho, culinária francesa, tudo do bom e do melhor. Será que vai me querer nua depois do jantar?, pensei. Lembrei na hora a mulher que caminhava pela praia de camiseta, sem o top. Ela seria a primeira a tirar a blusa. No final do jantar, andamos um pouco pela praia, uma brisa fresca, um arrepio. Ele contou uma história, uma viagem, barcos e aviões. O mar inspirava. No final, deu a senha.

“E então?”

“Então o quê?”, fiz-me séria, como se não o entendesse.

“Você vai me deixar roubar o teu sutiã?”

“Rá, rá, sorri forçada, você não esquece isso.”

“Como eu poderia esquecer, você com esses seios grandes é um charme.”

“Você quer mesmo meu sutiã?”

“Claro.”

Lembrei algo que eu queria comprar mais não tinha dinheiro, e era tão bonito. Falei a ele.

“Será que a loja está aberta, agora?”

“Quem sabe?”, respondi.

Deixamos o shopping para o domingo à tarde, pois era sábado, quase meia-noite. Mas fui para casa dele. Trepamos. Um gozo e tanto.

“Vou roubar teu sutiã agora, e quero que você vá apenas de blusa até lá fora”, o homem morria de ansiedade.

“Nada disso”, contestei, “você terá de esperar até amanhã.”

Ele esperou. No dia seguinte, fomos à loja determinada e ele comprou o que pedi. Não falo qual o presente porque morro de vergonha, as pessoas podem pensar que sou prostituta.

No carro, no escurinho da noite, ele:

“E então?”

Enquanto o homem dirigia, tirei a blusa, depois o top, coloquei as duas peças no banco traseiro do automóvel.

Com o presente na bolsa, valia a pena passear de torso nu, tanto mais no escurinho da estrada. Comecei a entender a senhora que passeava de camiseta e seios soltos à beira da praia. Um arrepio. Aliás, dois, o presente e o frisson.

terça-feira, novembro 29, 2016

Uma lágrima? De amor

“Ui, calma”, eu dizia a ele, “o quê?, você quer gozar na minha boca?”

Tudo começou com um ligeiro encontro, fazia tempo que eu não saía com homem nenhum. Mas aquele foi se chegando, conversando, sedutor que só. Eu esperava o metrô. E assim se sucedeu. No dia seguinte, logo à saída do trabalho, outro encontro. E a conversa comprida. Cada dia que se passava, maior a extensão.

“Vamos esperar o próximo?”

E esperávamos, já não íamos no primeiro trem.

Na semana seguinte, resolvemos passear pelo bairro. Perguntou se eu tomava cerveja?

“Não, não gosto, mas tem outra bebida que adoro.”

“Qual?”

“Vinho do porto.”

“Como você pode gostar de vinho do porto? É bebida de gente rica.”

“Como você sabe que não sou rica?”, perguntei incisiva.

Ele riu, quem sabe.

Sempre gostei do tal vinho desde que me ofereceram pela primeira vez, um namorado de paletó e gravata, que me levava pra jantar em Ipanema. Achei que o pedido, ao tal paquerador, iria afastá-lo de mim. Essa mulher gosta de coisas caras, diria. Mas não foi assim que aconteceu.

“Por que você não vem de vestido curto?”, perguntou.

“De trem, de vestido curto ou minissaia, nem pensar.”

“Por quê?”, fez-se de ingênuo.

“Os homens beliscam as pernas da gente quando o vagão está cheio, e não dá pra reclamar. Tenho uma amiga que perdeu a calcinha.”

“Como?”

“Imagine.”

Passamos a namorar antes de pegar o metrô. Na Central dávamos mais uma paradinha antes do trem. Mas ali não vendem vinho do porto.

No dia seguinte, enfim, ele me convidou pra ir a um hotel.

“Hoje não”, falei, “não estou me sentindo bem, amanhã ou depois.”

Sempre é bom criar um suspense. Ele poderia pensar, ela vai desaparecer e eu não comi esta mulher.

Mas, como prometi, ao entardecer de uma quarta-feira fomos ao hotel.

Nada posso reclamar, tudo foi tão bom. Mas senti que esfriei quando pedi:

“Não goza dentro não, por favor, tenho de fazer um exame amanhã.”

“Tudo bem”, ele contrapôs após trinta segundos, “mas deixa então eu gozar na tua boca.”

Por essa eu não esperava, não podia dizer a ele que jamais fizera aquilo. Quando estava pra gozar, ele sentou na cama e esperou que eu mergulhasse no seu peru. Mas hesitei. Cheguei a dizer, como que surpresa:

“Ui, calma, você quer gozar na minha boca? Vamos devagar.”

Mas ele não conseguiu se segurar, seu pênis esguichou três jatos de porra, uma delas atingiu meu rosto. Fiquei morrendo de vergonha.

Dias depois, nos encontramos de novo. Havia prometido a mim mesma retomar a transa fracassada. Mas não voltamos ao hotel. Ficamos conversando na estação de trens.

Demoramos duas semanas para trepar de novo. Até pensei que ele não mais me desejava. Enquanto chupava, tentei manter a linha, não queria demonstrar nenhuma tensão. Ficamos naquilo por uns dois ou três minutos. Foi então que resolvi segurar o pênis dele pelo talo, aquela parte de trás, quase junto ao saco, ainda puxei na direção contrária à minha boca. O pênis ficou ainda mais duro, e ele mais excitado. Até que explodiu. Eu, como por instinto, fiz um movimento de que iria me levantar, mas ele segurou minha cabeça e deu três esguicho muito forte, como na primeira vez. Quando me soltou, pensei em correr pro banheiro, mas apenas pensei. Ele tapou minha boca e me manteve na cama, apertou o meu nariz como se faz a uma criança quando vai mergulhar pela primeira vez. Estive a um triz pra engasgar. Sentiria vergonha. Uma lágrima escorreu dos meus olhos.

Minutos depois, quando nos preparávamos pra ir embora, ele perguntou:

“Você chorou?”

“De amor”, respondi.

Não queria dizer que era inexperiente naquela arte. Acho, porém, que convenci.

Depois de saltar do trem, tive de correr pra chegar logo em casa. Não sei se posso atribuir o mal estar a ele, mas estava morrendo de vontade para ir ao banheiro. Quando sentei no vazo, soltei tudo de uma só vez. Amanhã não apareço mais, cheguei a pensar.

No final de semana, contei a uma amiga, a tal que perdeu a calcinha no trem. Ela perguntou:

“Quer que eu vá no teu lugar?”

A partir de então me aperfeiçoei nessa arte. A arte de chupar. Marcamos e fomos para o mesmo hote. Ao entrar abracei-o e o beijei na boca, deitei-me na cama e pedi que tirasse minha roupa. Quando já estava nua, sugeri:

"Você rouba minha calcinha?"

Ele riu, pegou a calcinha, dobrou-a e guardou dentro da bolsa. Tirou a roupa e veio para junto de mim. Fiz que ficasse deitado e sentei sobre seu peru, que já estava duro que só. No início foi um pouquinho difícil, mas pouco a pouco fui ficando molhadinha. Após cinco minutos eu já o tinha dentro de mim. Era bom eu mesma poder controlar a transa, subia e descia, num exercício gostoso, o volume do seu sexo atingia-me as profundezas. Quando ele estava para gozar, tirei e mergulhei de cabeça. Chupei o pênis do homem o máximo que pude. Então, ele gozou. Três esguichos fortes, como sempre. Passei a língua em volta da cabeça para não deixar escapar uma gota de porra sequer; com a boca ainda quase fechada, sentia ainda o volume de toda aquela carne rija, depois levantei a cabeça e deixei que visse as contrações do meu pescoço. Estava engolindo tudo que ele ejaculara. Acho que hoje não existe ninguém melhor do que eu nesta arte. Mas havia a lágrima, dela eu não me conseguira livrar.

“Uma lágrima?", perguntou.

De amor!”, disfarcei.

terça-feira, novembro 22, 2016

Tudo bem ali à minha frente

Estou numa loja de moda, em M. Manhã de sábado. Oi, Mariana, que bom ver você, escuto. Viro-me. É Júlia. O que você compra?, quer logo saber. Um biquíni, digo resolvida. Um biquíni?, que bom, ela repete, está mesmo calor, mas você tem biquínis tão bonitos, ela continua, vejo você vez ou outra na praia. Tenho, falo e sorrio, mas vai chegar o verão e quero um novo. Aqui é uma boa loja, ela acrescenta, você vai encontrar um ótimo, e os namorados, hem?, ela pergunta sempre no plural, namorados. Tenho de rir. Namorados, então, é esse o motivo, ela me escuta. Quero me apresentar novinha em folha, ainda argumento. Já sei, ela é curiosa, você esta semana conquistou mais um. Hum, hum, respondo. Não se deve falar demais às amigas, a inveja mata. Espero-a sair para escolher o biquíni. Um azul, de lacinho, convite à sensualidade. Vou à praia agora mesmo?, os impulsos sempre me perseguem. Não. Este não é pra hoje. Vamos esperar o momento certo, digo a mim mesma, pedagógica, como me desse uma aula. Ando pelo calçadão de M. Muitas as pessoas, vãos às compras. Apresso-me. Numa galeria, tomo um refresco. Quando levo o copo aos lábios, o rapaz da loja em frente ri pra mim. Ele me conhece? Não sei. Talvez sim, tantos me conhecem. Mas não me namorou, tenho certeza, nada com os homens fáceis da cidade. Namoro agora alguém de longe. Não perguntei de onde vem, perguntas não ficam bem num primeiro momento, mas seu sotaque é quase estrangeiro, isso sei perceber. Tomamos uma bebidinha ontem à noite e comemos uns canapés. Meus lábios vermelhos de batom, e eu a colocar vagarosamente o canapé na boca, sem que tocasse os lábios, sem que manchasse o batom. O homem reparou, e quase enlouqueceu. Quis sair comigo dali mesmo. Vamos a um lugar mais tranquilo, sugeriu. Não, espere, tudo está tão gostoso. No final, sugeri que deixasse pra outro dia, quem sabe pra hoje. Sei que não se conformou, mas manteve a elegância. Sou escorregadia. Os homens me querem, mas eu deslizo pra longe, como se estivesse toda ensaboada, eles não conseguem me segurar. E, agora, vou com o meu biquíni, por enquanto na bolsa. Entro um das transversais e, na esquina com a Teixeira, encontro um amigo. Aliás, alguém que já me acompanhou à praia num fim de semana. Olá, Mariana, sempre bela. Tive de rir, e lhe beijar ambas as faces. Cheirosa, completou. Que bom, repliquei, ainda bem que há quem repare. Ele quer saber de mim. Minha face revela bem estar, felicidade, muito bom humor. Mas não permaneço ali, despeço-me, deixo-lhe saudades. Sigo em direção ao meu bairro, menos de vinte minutos. Tantas pessoas conhecidas. Seria bom viver onde ninguém me conhecesse? Não sei, talvez sim, talvez não. Vejo Mariângela, está na varanda. Caminho rápida, apenas um movimento de cabeça como cumprimento. A ela nada posso falar, tem fama de roubar namorados e, além de tudo, é muito levada. Esta é a palavra que usam por aqui quando a mulher é atirada, sempre a buscar namorados, envolvida com muitos homens. Alguém veio me contar que Mariângela adora estrangeiros. Por isso, tenho de me guardar a seus ardis. Caso contrário, roubar-me-á o homem.  Outro dia ela apareceu com um dinamarquês, homem grande, louro, de fazer qualquer mulher morrer de inveja. E ela é magra, não tem nada pra mostrar, não sei como consegue. Quem sabe suas fantasias não deixem os homens escaparem? O dinamarquês ficou com ela o tempo em que esteve na cidade Há quem jure que viu Mariângela nua, no banco do carona do carro dirigido pelo homem da Escandinávia. Ela fica para trás, entro em casa. O telefone toca: alô?. É ele, o tal que saiu comigo ontem. Não demora e já quer me encontrar. Vamos esperar até à noite?, proponho. Ele aceita. A vulgaridade é uma acusação estúpida, superficial, uma exigência de princípios que se transformou no mais cômodo refúgio da mediocridade. Penso nisso ao ver o vizinho da casa ao lado, vestido apenas de calção de banho, mangueira na mão a molhar a grama do quintal. Ele me descobre e acena, sorri, como gostaria que eu caísse em seus braços. Quem sabe, reflito, não é um dos bobalhões da cidade e, por morar ao lado, não creio que venha a ser vulgar. O rapaz me acena. Não quer vir, está calor, fala e ao mesmo tempo se molha com o jorro da mangueira. Acho tudo muito interessante, quase uma brincadeira de criança. Venha, venha se molhar, insiste. Não seria bom, penso em frações de segundo. Com um vizinho, logo alguém vai descobrir que entrei na sua casa, fico com má fama. Digo que preciso descansar, deixa pra outro dia. Ele faz uma fisionomia de quem tristeza, não é bom estar só, tanto mais num dia de sol como este. Saio rápida da janela, pois a tentação é muito grande. Volto-me para dentro da cozinha, procuro alguma coisa para por no fogo. Enquanto descasco duas batatas, minha imaginação voa, não me dá descanso. Desço. Visto um short, o biquíni por baixo. Não o novo, é claro. o biquíni que costumo usar ultimamente, não me desaponta, nem aos homens. Oi, tudo bem?, digo. Ele se apresenta, faço o mesmo, beijo-o nas duas faces, está calor mesmo hoje, acrescento. Conversamos amenidades. Ele diz que já me vê faz tempo, queria se apresentar à vizinha mas não tinha achado oportunidade, agora então... Carlos, o nome dele. Tiro o short e tomo nas mãos a mangueira. Ele continua em pé, às vezes olhas para mim, às vezes desvia os olhos para o jardim. Você é da cidade ou veio de fora?, pergunto. De fora, ele, mas conheço algumas pessoas da cidade, estou a trabalho, como hoje é sábado... Procura mostrar-se o mais agradável. Enquanto fala, despejo a água sobre o meu corpo. O calor arrefece, sinto imenso prazer. O ideal seria uma piscina, diz ele. A mangueira está boa, asseguro, você não tem amigos ainda?, estou curiosa. Alguns, do trabalho, mas amiga mulher você é a primeira. Penso nas mulheres das redondezas, são tão atiradas, será que ainda não sabem da existência dele, caso estejam cientes devem estar a caminho, correndo para atirarem-se nos braços de Carlos. Aqui todos são muito simpáticos, falo com o desejo de tornar a estada do homem na cidade a melhor possível. Já reparei, são todos muito sorridentes, sobretudo as mulheres, continua. Então ele já sabe, elas sorriem para ele, não demora e uma bate aqui na porta, de biquíni ou, quem sabe, nua. Entrego-lhe a mangueira, junto as mãos, um pouquinho acima dos seios, uma atitude sensual, mas involuntária. Ele dirige a ponta da mangueira para o próprio corpo e se molha intensamente, chega a fechar os olhos. Sua altura é de mais ou menos um e oitenta, tem os cabelos curtos, dentes muito brancos. Olha para mim e ameaça me molhar, faço fisionomia de que estou com medo, de que vou sentir frio. Diz brincadeirinha. Você frequenta muito a praia?, pergunta. Às vezes, prefiro a parte da tarde. Retoma a palavra, já sei você acorda tarde e o sol já está muito quente. Isso mesmo, replico, não gosto do sol me tostando, e à tarde a praia já não tem tanta gente. Você vai hoje?, sua voz soa quase como um convite. Hoje, não, tenho um compromisso logo mais, se eu for a praia vou ficar morta. Ele sorri das minhas palavras, na certa entende compromisso como saída com algum namorado. Tenho de voltar, digo, deixei a panela no fogo! Visto o short e volto à realidade, o fogão, as batatas e a água fervendo, corro à janela para ver se ele ainda está no quintal. Desapareceu. Fechou a torneira e a mangueira jaz sobre o chão, como uma cobra comprida e inofensiva. Volto à cozinha, aliás, antes tiro o short e a blusa, que calor, deixo as duas peças sobre a cama e volto a cozinhar batatas. É boa a sensação de estar nua, ninguém a incomodar. Enquanto as batatas vão mergulhadas na água quente, volto à sala, sento no sofá de dois lugares, quase junto à janela, cruzo as pernas, seguro uma revista e tento me distrair com a leitura. Como os homens gostariam de me ver assim, sem roupa alguma, eu magra mas sensual, chego a sentir arrepio. Na revista, procuro fotos de homens, talvez como o que vi há pouco no quintal da casa ao lado. Dizem que as mulheres são menos fogosas do que os homens. Mas, no meu caso, não consigo acreditar, sinto muito tesão, tenho até um pênis, desses que se vendem em sexy shop. Por falar nisso, por anda? Que tal procurar por ele agora? Levanto-me e vou a um dos armários. Acho que está guardado na parte superior, bem no fundo. Isso mesmo. Encontro-o, tiro da caixa. Engraçado, funciona a bateria, a cabeça movimenta-se, uma maneira de aumentar a sensação. Abro a torneira e o lavo, cuidadosa. Acho que a bateria pifou, mas sem problemas. Basta enfiar, vagarosamente. Volto ao sofá, recosto, e aproximo a ponta do pênis à minha vagina. Encosto-o. Movo-o para um lado, para o outro, nada de enfiar rápido. Gosto de tudo com muita calma. Começo a me masturbar. Esqueço da vida, tenho todo tempo do mundo. Enfio o pênis mais fundo, já o coloco até a metade, como é grande, maior do que o dos homens normais. Estou toda molhada, tesão a mil. Alguém toca campainha. Quem será a essa hora, duas da tarde de sábado. Abro a porta, vagarosa, assustada, estou nua, ponho apenas a cabeça no pequeno vão. Surpresa. O vizinho do lado. O que foi?, pergunto abrupta. Acho que você esqueceu alguma comida no fogo, está saindo fumaça pela janela da sua cozinha. Corro e desligo o fogão. As batatas, a água secou e eu nem senti. Volto à porta. O vizinho ainda está lá. Obrigada, sabe, se não fosse você, acho que minha casa pegava fogo, por falar nisso, quer entrar um pouquinho?, entre sim, você salvou a minha casa. Ele aceita. Entra. É lógico que antes peço que espere um instantinho. Vou ao quarto e jogo uma camiseta sobre o corpo, dessas que me cobrem até as coxas. Não esqueço de esconder o pênis artificial. Já não preciso dele, tenha um natural, um corpo de cheio de músculos, tudo bem ali à minha frente.

terça-feira, novembro 15, 2016

Tirou o biquíni e o entregou na minha mão

Na verdade, tudo não passou de uma brincadeira de verão. Íamos à praia para ter a pele bronzeada mas, principalmente, para olhar os rapazes bonitos. Apostávamos se viriam conversar conosco. Quando se aproximavam, fazíamos de conta que éramos mulheres difíceis, sérias, não incentivávamos a conversa. Mas sempre estávamos doidinhas para namorá-los. Às vezes quando entrávamos na água, algum deles mergulhava. Eu achava que era para ver de perto as minhas pernas, reparar o meu biquíni bem pequenino. Aí veio a Fanny com a tal brincadeira:

“Quer valer como não descobre?”, perguntou.

“Não descobre o quê?”, eu não havia entendido.

“Não descobre que você está nua.”

“Nua? Como?”, custei a perceber o que ela insinuava.

“Vamos apostar”, falou. “Tiro o biquíni, deixo com você, quando um deles vier conversar aposto que não descobre.”

“E se descobrir?”

“Não descobre, não; nem vou pensar nisso.”

Ela não se fez de rogada. Tirou o biquíni e o entregou na minha mão. Ficou apenas de top. Veio um, veio dois, conversaram durante vários minutos, acho que uma meia hora. Nenhum deles deu falta do biquíni. Quando percebi que ela ganharia a aposta, sai da água e levei a peça comigo.

Depois de algum tempo, Cecília apareceu e me falou:

A Fanny está chamando você, e olha que está furiosa?”

"Onde ela está?"; fingida, eu.

"Lá, dentro d'água", apontou.

“Ok”, respondi.

Voltei.

“Você saiu da água, cadê o meu biquíni”, perguntou, parecia tão calma, uma artista a Fanny..

“Guardei lá na minha bolsa”, falei. “Espere que volto já.”

Então ela mergulhou rapidinho. Sem que eu esperasse, desfez os meus lacinhos. Só entendi o ardil, quando senti o biquíni escapar.

“Volto logo, deixa que eu mesma vou buscar”, falou e se afastou.

“Ei, volte aqui”, gritei agitadíssima. Ela vestiu o meu biquíni e se foi.

Ao me perceber só, fiquei quietinha, temia atrair alguém. Estava, porém, desesperada.

Depois de intermináveis vinte minutos, lá veio ela de volta.

“Que susto, Fanny, pensei que você não voltaria.”

“Fiz isso pra você ver como é estimulante correr risco”, fez cara de santa e me devolveu a calcinha. Estava escondida dentro do seu biquíni.

Suspirei, então:

“Fanny, você tem razão, é muito bom. Fiquei e estou toda trêmula, mas acho que gozei.”

Ela riu e completou: “gozou sem que algum dos rapazes viesse conversar com você? Espere que vou deixar você nua de novo!”

“Não, Fanny, por favor, assim eu morro.”

“Não morre, não.”

Realmente, não morri. E à noite ainda acabei pelada pelas mãos de um rapagão, o que mostrou os olhos mais abertos durante o dia. Era tudo o que eu queria.