quinta-feira, março 23, 2017

Melhor não dar ideia

Outro dia recebi uma mensagem de um ex-namorado. Já não o vejo faz alguns anos. Vinha escrito: "Oi, bom dia, tudo bem? Quanto tempo, não é mesmo? Estou com saudades, gostaria de encontrar você. Que tal marcarmos um fim de semana, irmos a uma praia, aproveitarmos um sábado e um domingo? Vai ser bárbaro encontrar você. Beijos, A.G." Li a mensagem diversas vezes, pude constatar que ele não me esquecera, meu  modo de amá-lo e minhas ações surpreendentes lhe deixaram marcas. Mas eu não podia aceitar de primeira, não ficaria bem. Resolvi então esperar. Respondi no dia seguinte. Cumprimentei-o de modo amável, disse que estava muito ocupada para as próximas duas semanas, assim que estivesse livre entraria em contato. Nos dias que se seguiram lembrei-me do tempo em estivemos juntos, dos passeios e das surpresas.

Ele adorava tocar na lateral do meu corpo. Primeiro me segurava pela cintura, depois ia descendo as mãos espalmadas sobre a minha pele, deslizava-as pelos quadris, lentamente, até chegar às coxas. O pequeno espaço percorrido tornava-se uma espécie de exploração, talvez quisesse certificar se eu viera nua... Demonstrava maior excitação quando estávamos na praia, dentro d’água, de pé, um voltado para o outro. Nas primeiras vezes, quando suas mãos descobriam os lacinhos do meu biquíni, ele as pousava ali e deslocava em alguns centímetros a peque peça. Certa vez incentivei quer tirar?, só toma cuidado pra não perder. Percebi que a sugestão fez seu coração bater mais forte. Puxou uma das pontas de cada laço e o biquíni me escapou, aninhando-se numa de suas mãos. Apertou-me mais forte e cobriu meu bumbum com as mesmas mãos. Agora você está vestida pelo meu corpo, sussurrou no meu ouvido. Ficamos abraçados durante um bom tempo. A nudez não me fez sentir nenhuma insegurança, eu quase cabia dentro do namorado.

No final de semana seguinte foi a vez de eu lhe fazer a surpresa. Entrei primeiro na água e o chamei acenando e sorrindo muito. Quando chegou e se colocou à minha frente, pousou as duas mãos à minha cintura, como de costume. Ao descê-las, no entanto, percebeu que eu estava nua. Isso mesmo, sem a parte de baixo do biquíni. Nem perguntou onde eu o escondera, agarrou-me com mais vigor e ficamos naquela posição, abraçados, ele a cobrir de novo o meu bumbum com suas grandes mãos. Mesmo que alguém se aproximasse, não repararia o meu estado. Naquele momento, ainda o provoquei, entreguei-lhe o biquíni e pedi guarde-o, vá à areia e o coloque dentro da minha bolsa. Não demorou a obedecer. Lá do guarda-sol acenou para mim e ficou me observando por um longo tempo. Quando voltou, veio com as mãos vazias. Naquela tarde fiquei nua dentro d’água, na praia da Joana, quase até o pôr do sol, e com algumas pessoas próximas. Mas elas nada repararam. Minha ousadia fez que ele jamais me esquecesse.

Passaram-se as duas semanas desde sua primeira mensagem. Minha a vez de tomar iniciativa. "Agora podemos marcar", respondi, "aguardo contato." Logo retomou o diálogo. No dia seguinte telefonou, fizemos os últimos acertos para o encontro e para um novo passeio. Num último momento uma mensagem sua não me surpreendeu: "você ainda usa biquínis como os daquele tempo?, estou doidinho pra saber." Nada respondi. Espero-o chegar para que ele mesmo possa constatar. Poderia ter falado a ele sabe, um tempo depois de você arranjei um namorado de Minas, fiquei também nua dentro d’água, só que o homem foi além da conta, adivinha! Isso mesmo, estou nua até hoje.

Bom, melhor não dar ideia.

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